Câmara de Faro vai ter mais 4,8 milhões para fazer «obras nucleares»

Este será um empréstimo a pagar em 12 anos.

A Câmara de Faro vai ter mais 4,8 milhões de euros, para investir em obras nucleares, após o Tribunal de Contas ter dado visto favorável, no passado dia 30 de Outubro, a um contrato de empréstimo assinado entre a autarquia e a Caixa Geral de Depósitos.

Este financiamento, que se reparte entre os anos de 2019 (2.500 euros), 2020 (cerca de 2,7 milhões) e 2021 (cerca de 2 milhões), destina-se a concretizar um conjunto de intervenções que são «cruciais», no entender da Câmara de Faro.

Assim, as intervenções programadas e cujos procedimentos podem ser desde já lançados são o Centro de Recolha Oficial de animais (orçado em 1,25 milhões), o Centro Cultural e de Inovação de Bordeira com Museu da Pedra e Museu do Acordeão (1,2 milhões); a primeira fase da futura 3ª Circular, desde a Avenida 25 de Abril à Estrada da Penha (850 mil euros), a requalificação da Mata do Liceu (850 mil euros) e, ainda, a requalificação da centenária Alameda João de Deus (650 mil euros).

Sobre as condições do empréstimo contratualizado, a autarquia farense diz que «são bastante favoráveis, com um spread de 0,74% e sem floor quando a Euribor apresentar valores negativos, tal como sucede atualmente, permitindo à data de hoje para o contrato de empréstimo um spread de somente 0,5%».

Com a concessão do visto pelo Tribunal de Contas para este contrato, o Município de Faro diz que vê «reconhecida a sua estratégia que assentou na implementação de mecanismos de gestão rigorosos e num grande aumento da produtividade da autarquia».

Para Rogério Bacalhau, presidente da Câmara de Faro, estes são os fatores essenciais que «permitiram a descida da dívida total do Município, em dez anos, de cerca de 71,7 milhões de euros para pouco mais de 19 milhões, recuperando-se assim a capacidade que a Câmara, hoje, inegavelmente, tem de fazer intervenção decisiva na qualidade de vida de todos os farenses e de quem nos visita».

O edil farense não deixa, na ocasião, de fazer notar a reconquista da credibilidade da autarquia «que agora pode ir à banca, tranquilamente, sempre que as condições de crédito são favoráveis, e assim fazer uma melhor gestão dos recursos financeiros que tem à disposição».

Este será um empréstimo a pagar em 12 anos.

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