Há «milhares de alunos» sem professor e «muitas queixas» no Algarve

Cristóvão Norte defendeu que «é urgente encontrar uma solução para que os alunos algarvios não sejam prejudicados nas suas aprendizagens»

Há «milhares de alunos sem professores» e as queixas de pais e encarregados de educação, no Algarve, «têm sido muitas», denunciou hoje, dia 21, o deputado do PSD Cristóvão Norte.

O parlamentar algarvio apontou a dificuldade em arranjar casa como um dos principais fatores para a falta de docentes nas escolas algarvias – como o Sul Informaçãohavia noticiado – e defendeu que «é urgente encontrar uma solução para que os alunos algarvios não sejam prejudicados nas suas aprendizagens».

Os dados oficiais «mostram que há precisamente 2175 horários que ficaram sem qualquer colocado – a grande maioria (1775) horários incompletos (com menos de 20 horas letivas), sendo as zonas mais afectadas do país Lisboa e Algarve».

E, embora o Ministério da educação afirme que «não tem reporte de qualquer situação anómala ou de uma falta sistémica de docentes», a verdade é que as queixam têm chegado ao grupo parlamentar do PSD.

«Tenho recebido contactos de pais compreensivelmente descontentes, os quais dizem que os seus filhos têm o mesmo direito à educação que os demais. É imperioso encontrar solução para não comprometer a aprendizagem destes alunos e zelar pela igualdade de oportunidades. Há casos que decorre o ano lectivo sem qualquer aula de uma disciplina. Isso é intolerável», considerou Cristóvão Norte.

«O Algarve registou um crescimento económico desde 2013, assente no turismo e que fez diminuir o desemprego, contudo tem a desvantagem de o aumento da procura e a estagnação da oferta ter feito subir as rendas para níveis incomportáveis, o que coloca o acesso à habitação como um estorvo para atrair trabalhadores para a região, sejam professores, médicos, profissionais de serviços ou outros. O facto de 50 % das empresas de construção civil terem falido em 2009 e de o Estado se ter demitido de intervir, causa um gravíssimo problema na região», enquadrou o parlamentar do PSD.

Tendo isso em conta, «é preciso incentivar a construção, rever o regime fiscal do arrendamento e, para o futuro, dos residentes não habituais em zonas com escassez de habitação e colocar os imóveis públicos no mercado para fazer descer o preço. Entretanto, como isto não se resolve da noite para o dia, o Governo tem que tomar as medidas de discriminação positiva para normalizar a vida destas famílias e destes alunos».

Cristóvão Norte adiantou que esta será «uma das prioridades dos deputados do PSD eleitos pelo Algarve» – ele próprio, Rui Cristina e Ofélia Ramos.

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