PSD acusa PS de tentar transformar Estado numa «perversa máquina de propaganda»

Sociais democratas esperam que «Comissão Nacional de Eleições averigue e puna quem não cumpre a lei nem respeita os mínimos padrões de ética»

Entrega dos tablets – Jamila Madeira e Maria Joaquina Matos estão à esquerda, na primeira fila

O PSD/Algarve acusa o PS de «tratar o Estado como se fosse coutada sua», rejeitando que este seja «transformado numa perversa máquina de propaganda» socialista. Em causa, está o facto de ter sido anunciada a presença de deputados e candidatos do PS, numa iniciativa, esta quarta-feira, 11 de Setembro, em Olhão, onde também participaria Alexandra Leitão, secretária de Estado da Educação. 

Foi do próprio PS que veio o anúncio da presença de deputados na cerimónia de entrega de tablets aos alunos da Escola Carlos da Maia, em Olhão, município liderado por um socialista (António Pina) que também é o diretor de campanha do PS no Algarve.

Jamila Madeira, deputada e cabeça de lista, Luís Graça, deputado e candidato, mas também Joaquina Matos, candidata e antiga presidente da Câmara de Lagos, estiveram presentes. Só que, ao que o Sul Informação apurou, a secretária de Estado…acabou por não aparecer.

Da parte do PSD/Algarve, contudo, as críticas não deixam de ser fortes. «O Estado não tem – nem pode ter – cor ou preferência. Esta conduta lesa a imparcialidade e coloca o Estado ao serviço de objetivos partidários», diz o partido político, em comunicado.

Segundos os sociais democratas, este episódio «não é caso único».

«Nos últimos dias, os candidatos do PS no Algarve também participaram, nessa qualidade, numa cerimónia de associações de pescadores no âmbito das festas de Monte Gordo», revela o PSD.

José Apolinário, candidato a deputado e membro do Governo, terá «confundido ambos os planos, acabando por assumir, na ocasião, o papel de membro do Governo, retirando, imediatamente antes da entrega de prémios, o autocolante do PS que envergava».

Neste comunicado, o PSD/Algarve chama a atenção para estes casos, esperando que a «Comissão Nacional de Eleições averigue e puna quem não cumpre a lei, nem respeita os mínimos padrões de ética».

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