Morreu Fernando Grade, artista plástico e defensor de causas

Tinha lançado, em 2014, o livro «O Algarve tal como o destruímos»

O artista plástico farense Fernando Silva Grade, defensor de causas do ambiente, do urbanismo e do ordenamento do território, morreu este domingo, dia 8, em Faro, aos 64 anos, vítima de cancro.

Na sua faceta de defensor de causas, Fernando Grade ( 01-01-1955 / 08-09-2019), que era biólogo de formação, tinha lançado, em 2014, o livro «O Algarve tal como o destruímos», que o autor dizia ser uma análise sobre a história recente do Algarve, nomeadamente uma versão que conta «uma história triste de devastação sistemática e avassaladora do património natural, arquitetónico e cultural do Algarve».

A obra, explicou então, tinha como objetivo «reescrever a história de Faro e do Algarve dos últimos 50 anos, contestando a versão oficial que a descreve como um período de desenvolvimento, de sucesso e de divisas».

Para Fernando Silva Grade, esta era uma obra importante para a região pois «pode dar uma contribuição para repor a verdade na história. Essa versão oficial esconde uma outra história muito triste, que tem a ver com o aniquilamento de um território, do património, das paisagens e das suas belezas naturais».

Como artista plástico, carreira que abraçou deixando para trás a Biologia, Fernando Silva Grade fez inúmeras exposições, em nome individual e coletivo.

A mais recente mostra coletiva em que participou foi «289», um projeto de Pedro Cabrita Reis, que teve lugar no Solar das Pontes de Marchil, à saída de Faro, no Verão do ano passado.

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