Proteção Civil de Portimão está preparada para a crise energética

Capacidade de resposta dos agentes de proteção civil portimonenses não está em causa

Portimão está «em condições de responder a situações de emergência» durante a crise energética, declarada pelo Governo até ao dia 21 de Agosto. A garantia é dada pela Câmara de Portimão, na sequência de uma reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil de Portimão, que aconteceu ontem, segunda-feira.

Este encontro serviu para avaliar a situação no concelho face à greve que ontem iniciou e vai continuar por tempo indeterminado, «tendo sido abordadas as medidas de antecipação implementadas face aos cenários previsíveis em termos de proteção civil e socorro».

«Desde que foi reconhecida a crise energética, o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) iniciou um processo de monitorização permanente, em articulação com a rede de postos de abastecimento no concelho, a par das medidas de antecipação previstas para o cenário em apreço, que asseguram a manutenção do funcionamento de todas as atividades inerentes à proteção e socorro da população, bem como a assistência e satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais dos cidadãos», explicou a autarquia.

Na reunião de ontem, e «face à ausência de critérios, de momento», foi decidido não ativar o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.

«Contudo, foi determinada a constituição de uma subcomissão permanente, para acompanhar a situação e assegurar a antecipação na resposta a eventuais constrangimentos, a qual funcionará enquanto perdurar a crise energética», anunciou a Câmara de Portimão.

O SMPC portimonense deixa, ainda, alguns conselhos à população, de modo a manter «os níveis de segurança e normalidade pública».

A proteção civil «aconselha todos os cidadãos a não recorrerem aos jerricans para enfrentar este período de crise energética, lembrando que o uso destes equipamentos, de forma inadequada ou irresponsável, poderá causar danos materiais e humanos irreversíveis».

Por outro lado, lembram que «é proibido armazenar combustíveis líquidos, devido ao risco de libertação de vapores e inflamação, e que existem limites para quantidades de combustível a transportar nos jerricans, num automóvel particular».

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