Museu de Silves com entrada livre no dia de aniversário

Museu silvense comemora 29 anos de existência

O Museu Municipal de Arqueologia de Silves (MMAS) vai ter entrada livre a 3 de Setembro, dia em que este espaço cultural assinala os 29 anos de existência.

Além da exposição permanente, os visitantes poderão desfrutar da mostra “Silves no tempo e pelo mar adentro”, patente até Fevereiro.

Esta exposição «pretende dar a conhecer as estreitas relações de Silves com o mar, tanto na ótica da exploração dos seus recursos, como pelo ponto de acesso através do rio Arade a outros lugares, com os quais mantinha relações comerciais e partilha de ideias. Com base nesta relação constante e de proximidade ao mar esta mostra pretende passar pelos pontos mais importantes da História de Silves», segundo a Câmara de Silves.

O MMAS foi construído em torno de um Poço-Cisterna Almóada dos séculos XII-XIII – que se tornou a peça central da coleção e do discurso expositivo – descoberto após escavações arqueológicas decorridas nos anos 80 do séc. XX e hoje classificado como Monumento Nacional.

«Cenograficamente o museu integra, também, a muralha da cidade do mesmo período, funcionando, assim, não só como um museu onde as coleções expostas são muito significativas, mas também como uma jóia do património islâmico em Portugal. O acervo do Museu, na sua maioria proveniente das escavações decorridas na cidade e no concelho, reúne um conjunto de objetos do Paleolítico, os mais antigos, passando pelo Neolítico, pelo Calcolítico, pela Idade do Bronze, pela Idade do Ferro, pelo Período Romano», acrescentou a autarquia.

«Destacam-se não só pela quantidade, mas também pela qualidade e exceção, as peças do Período Medieval, com destaque para o Período Muçulmano – Omíada, Califal, Taifa, Almorávida e Almóada, desde o século VIII ao século XIII, na sua maior parte do período Almóada, dos séculos XII-XIII –, que são prova da riqueza e da importância da cidade naquele período histórico. A coleção reúne, ainda, um importante conjunto de objetos do período moderno – séculos XV, XVI e XVII –, que demonstra a influência das rotas comerciais e a importância das trocas e contactos da cidade com outras regiões do globo. Dividida em oito núcleos temáticos, a coleção poderá ser visitada cronologicamente desde o Paleolítico até ao século XVII», concluiu a Câmara de Silves.

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