Albufeira de luto por Lucas Leote, morto a tiro à porta do Lick

Lucas Leote vivia em Paderne e era músico da Banda Filarmónica local

Lucas Leote, de 19 anos, era «um dos mais promissores músicos» da Banda Filarmónica de Paderne, aldeia do concelho de Albufeira onde vivia, «um filho dedicado e amigo dos colegas». Foi morto a tiro, por engano, à porta da discoteca Lick, em Boliqueime, na madrugada desta sexta-feira.

Ontem à noite, tanto José Carlos Rolo, presidente da Câmara de Albufeira, como a Sociedade Musical de Paderne, da qual Lucas era diretor, vieram a público expressar o seu pesar e consternação pela morte do seu jovem conterrâneo.

«Foi com profunda tristeza que recebi neste dia, em que se assinala a elevação de Albufeira a Cidade, a notícia da morte de um jovem albufeirense, em circunstâncias de elevada violência e a todos os títulos reprovável», disse, num comunicado, José Carlos Rolo.

Para o edil, a morte de Lucas Leote, «futuro para esta terra», foi «uma promessa que nos foi ceifada». Prometendo que irá acompanhar o processo, o presidente da Câmara de Albufeira apelou «a todos os jovens de Albufeira que compareçam na última despedida com uma flor branca, como forma de negação e repúdio pela violência».

 

Lucas Leote com a família – Foto de Roberto Raposo

 

Já a Sociedade Musical de Paderne e a sua banda filarmónica afirmam ter sofrido «um dos mais duros reveses da sua longa história, ao perderem um dos seus jovens músicos».

«O Lucas será sempre recordado como um dos jovens músicos que ajudou a crescer e prestigiar a Banda Filarmónica de Paderne», assegurou a coletividade, endereçando as mais sentidas condolências e a força necessária para suportar tão dura perda», à mãe Simone e irmã Bruna, «que tal como ele faziam parte da filarmónica».

Também no Lick, a noite foi de homenagem a Lucas. A discoteca não abriu na noite passada «por decisão unânime do staff» e atendendo aos trágicos acontecimentos da passada noite, que resultaram no falecimento de um membro da família Lick», segundo uma nota publicada na página de Facebook da discoteca, intitulada “Todos contra a violência”.

Isto apesar de, num primeiro momento, os responsáveis pela discoteca terem anunciado que iriam abrir ontem, em homenagem a Lucas Leote e para demonstrar que «a violência nunca imperará sobre a boa cidadania», post que foi entretanto retirado, depois de gerar diversas reações de repúdio.

Os muitos funcionários do espaço de diversão noturna, que estiveram reunidos na noite passada, decidiram fazer da noite de ontem uma homenagem ao seu colega falecido.

 

 

Ontem, sexta-feira, cerca das 3h30, um jovem que algum tempo antes tinha sido impedido de entrar no Lick disparou vários tiros, que atingiram Lucas Leote, funcionário da discoteca que se encontrava à porta a colocar pulseiras de acesso em clientes. A vítima, que foi atingida na cabeça, ainda foi transportada para o hospital, mas acabou por morrer.

O jovem padernense não era o alvo dos disparos, que se destinariam ao segurança que havia barrado a entrada ao homicida. O jovem que disparou foi reconhecido pelos elementos do staff que assistiram ao tiroteio, tendo em conta que é o namorado de uma antiga funcionária deste espaço de animação noturna, segundo apurou o Sul Informação.

Após ter cometido o crime, autor dos disparos fugiu do local numa mota que estará registada no nome da sua companheira, que estava dentro da discoteca e foi já interrogada pela PJ. O veículo usado na fuga foi, entretanto abandonado. O homicida continua a monte.

 

Fotos: Roberto Raposo/Lick/Facebook Lucas Leote

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