A semana «difícil» de Keizer e os 30 minutos «muito muito fortes» de Lage

Benfica goleou e venceu a Supertaça

Marcel Keizer, treinador do Sporting, tem a certeza de que esta será uma semana «difícil e dura». E não é caso para menos, depois de os leões terem sido goleados por 5-0 frente ao Benfica. Já Bruno Lage, técnico dos encarnados, explica a vitória na Supertaça com 30 minutos «muito muito fortes», mas também deixou um aviso: «quem deixar de correr, deixa de jogar». 

Os dois treinadores tinham estados de espírito bem opostos no rescaldo da Supertaça, disputada num Estádio Algarve lotado.

Para Keizer, o Sporting até começou «ok», criando «boas oportunidades na primeira parte», apesar de não ter marcado.

O 2-0, na segunda parte, «veio muito cedo» e obrigou os leões a mudar de sistema «para marcar golos». «Precisávamos de dois, pelo menos, mas ficámos muito abertos e o Benfica acabou por marcar mais três», referiu, na conferência de imprensa.

 

Bruno Fernandes: o espelho da derrota

 

O técnico holandês apostou de início num sistema com três defesas centrais, algo que, na sua opinião, «não falhou».

«Criámos boas oportunidades em contra ataque. Depois do 2-0, mudei de sistema para dois centrais e sofremos três golos. É minha responsabilidade e temos de fazer melhor», referiu.

Mas uma derrota por 5-0 frente ao eterno rival, nunca é coisa pouca. «Vai ser uma semana difícil para nós: é uma derrota pesada… Vai ser difícil estar pronto para o próximo domingo, mas temos de continuar a trabalhar», disse Keizer.

 

 

Bem a seu estilo, Bruno Lage chegou à sala de imprensa e, antes de mais, dedicou a vitória aos adeptos que «sofreram», em Abril, quando o Benfica foi eliminado da Taça de Portugal, aos pés do Sporting.

«Quando perdemos, não somos os piores e não é agora por termos ganhado a Supertaça que vamos ser o que quer que seja», disse, no seu tom cauteloso.

Para o técnico, o Benfica teve uns primeiros 30 minutos «muito muito fortes», em que a sua equipa pressionou «muito». Ainda assim, analisando as incidências do encontro, até foi o Sporting que dispôs das melhores chances nesse período.

«À medida que o resultado foi crescendo, a partida ficou a nosso favor. Tão importante é ganhar este troféu, como é verificar que se cumpriu aquilo que tínhamos prometido (entrada forte da época e aproximar a equipa daquilo que foi deixado no ano passado)», disse Lage.

Aos jornalistas, o técnico do Benfica revelou um pouco daquela que foi a estratégia para vencer esta Supertaça.

«Tentámos travar a iniciativa, por dentro, do Sporting, e obrigar a jogar por fora, controlando o espaço entre linhas em que o Sporting é muito forte, com Wendel, Raphinha e Bruno Fernandes. Penso que correu muito bem e os primeiros 30 minutos são exemplares nesse sentido», explicou.

 

 

Nuno Tavares, jovem lateral, foi um dos destaques do Benfica (a par de Thierry Correia, no lado sportinguista). Para Lage, Nuno Tavares é mais um produto da Academia do Seixal que «teve a sua oportunidade».

«Senti que o Nuno podia ser a alternativa mais viável e estamos satisfeitos por isso», referiu o técnico.

Mas, no final, Lage deixou também avisos. «Quem deixar de correr, deixa de jogar. Quem está fora dos convocados, não significa que esta longe do 11 no próximo jogo. São apenas opções».

E quanto ao campeonato que arranca no próximo fim de semana e no qual o Benfica vai defender o título?

«Acho que partem sempre os três grandes na pole position», concluiu.

 

Fotos: Nelson Inácio | Sul Informação

Comentários

pub
pub