Universidade do Algarve mantém as vagas, mas quer mais alunos em 2019/2020

Ortoprotesia e Tecnologia e Segurança Alimentar não vão ter vagas no próximo ano letivo

Foto: Pablo Sabater|Sul Informação

A Universidade do Algarve vai ter, no ano letivo de 2019/2020, as mesmas 1475 vagas que no ano passado, mas o objetivo é recrutar mais alunos. As licenciaturas em Engenharia Alimentar e Bioengenharia são novidades na oferta formativa da academia, mas o número de cursos também se mantém, uma vez que não abriram vagas para Ortoprotesia e para Tecnologia e Segurança Alimentar.

Paulo Águas, reitor da Universidade do Algarve, adiantou ao Sul Informação que, para 2019/2020, o objetivo é «maximizar o número de colocados. No ano passado, foram cerca de 1200 na primeira fase. Este ano, gostaríamos de aumentar a taxa».

Para o responsável, não há necessidade de aumentar o número de vagas. «O problema não são as vagas a menos. O desafio que temos de enfrentar é uma redução dos candidatos. Este ano, admito que podemos não ter essa redução, devido aos resultados dos exames, mas vamos tê-la a prazo, nos candidatos vindos das áreas científico-humanísticas. Se não existirem outras formas de ingresso, a partir dos cursos técnico-profissionais, consideramos que as 1475 vagas são adequadas». Até porque, acredita Paulo Águas, «não é com mais vagas, que se ganha mais alunos».

 

Paulo Águas

Em relação às alterações da oferta formativa da Universidade do Algarve, o reitor diz que a não abertura de vagas para os cursos de Ortoprotesia e Tecnologia e Segurança Alimentar «foi uma decisão da Universidade. Não estávamos impedidos de abrir vagas para esses cursos. O despacho orientador fixa regras para que cursos que não atinjam um número suficiente de inscritos de primeiro ano, nos últimos anos, não possam abrir. Não é o caso destes. O que procurámos fazer foi reforçar e reorganizar a oferta numa dupla perspetiva: mercado de trabalho e procura».

No caso da Ortoprotesia, «os níveis de procura não eram muito interessantes e sentíamos maior capacidade de recrutar estudantes noutras áreas, como a Bioengenharia», que «é um curso de fronteiras, que junta a engenharia com a biologia, que é uma marca desta universidade. Todas as áreas são importantes, mas quando nos comparamos com outras universidades, temos uma maior percentagem de cursos “bio”. Isso resultou da aposta que foi feita na ligação ao mar».

No caso concreto deste curso, «tínhamos capacidade instalada na área das engenharias e vamos cruzar saberes. É uma área de fronteira que irá ter grandes desenvolvimentos na criação de conhecimento científico, de produtos e soluções que vão alterar as nossas vidas», acrescenta Paulo Águas.

 

Bioengenharia será ministrado na FCT

Já o curso de Tecnologia e Segurança Alimentar não abriu vagas porque «achámos que, no contexto atual, é desejável termos a formação de Engenharia Alimentar, que esteve sem abertura de vagas durante uns anos,  porque tem um cariz mais tecnológico. O corpo docente é, essencialmente, o mesmo». Neste caso, as 20 vagas existentes em Engenharia Alimentar transitam de Tecnologia e Segurança Alimentar.

Já as vagas para Bioengenharia (22) foram conseguidas juntando as 20 vagas que existiam para Ortoprotesia, com duas vagas “retiradas” do curso de Enfermagem. «A redução de vagas em Enfermagem tem a ver com a nossa preocupação de manter os níveis de qualidade do curso. Sabemos que é uma formação com desemprego zero, mas não é por isso que queremos mais e mais alunos, porque queremos manter o nível de qualidade do ensino», explica o reitor.

Há ainda alterações no número de vagas em mais dois cursos. Gestão Marinha e Costeira perde três vagas, que transitam para Matemática Aplicada à Economia e Gestão.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a nível nacional, «para o ano letivo 2019/2020, o total de vagas disponibilizadas no âmbito do regime geral de acesso (concurso nacional de acesso e concursos locais) é de 51568 vagas sendo, por isso, o número de vagas semelhante ao fixado no ano anterior».

Aquele Ministério acrescenta também, em nota enviada às redações, que, «face aos resultados dos exames nacionais já realizados, é expectável que o número de candidatos às vagas colocadas a concurso seja também semelhante face ao ano anterior».

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