Greve de médicos é «uma das maiores que o Algarve já teve»

Paralisação é de 100% nos blocos operatórios

A greve de médicos desta terça-feira, 2 de Julho, é «uma das maiores que o Algarve já teve». Nos blocos operatórios dos hospitais de Faro e Portimão, «a adesão é de 100%», garante João Dias, membro do secretariado regional do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que convocou a paralisação.

Ao Sul Informação, este responsável disse que, «em termos de cirurgia programada, está tudo cancelado, seja em Faro ou em Portimão».

«Os blocos operatórios só funcionam em casos de urgência ou cirurgia oncológica, asseguradas pelos serviços mínimos», disse João Dias.

«Estou desde as 9h00 na zona das consultas externas do Hospital de Faro e não me lembro de uma greve em que não se veja um único médico a entrar na consulta externa. Os doentes entram e saem, com um papel de remarcação de consultas. É uma adesão bem superior a 90%, a nível da consulta externa», adiantou ao nosso jornal.

Também nas consultas externas, em Portimão, João Dias ainda não tinha dados concretos, mas disse «que devem ser os mesmos números».

 

Hospital de Faro – Foto: Pablo Sabater | Sul Informação

 

Esta greve envolve igualmente os Centros de Saúde, mas, aí, «a adesão parece estar mais baixa», rondando os 60 a 70%.

«A situação está a ser colmatada com os médicos contratados à América Latina, que acabam por não sentir estas necessidades dos quadros das instituições», justificou o membro do secretariado do SIM.

Esta é uma greve «pelo Serviço Nacional de Saúde, com a população e não contra ela». «Queremos melhores condições técnicas e humanas, de forma a dar uma resposta adequada às necessidades de saúde da região», explicou ao Sul Informação.

O nosso jornal contactou, ainda, o Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (entidade a que pertencem os hospitais de Faro, Portimão e Lagos), que remeteu todas as questões da greve para o sindicato: quer a nível da adesão, quer do número de serviços fechados.

Algumas das reivindicações que motivam esta paralisação passam pela diminuição do tempo passado pelos médicos no serviço de urgência das 18 para as 12 horas e por um maior tempo de consultas.

A greve, agendada pelo SIM para hoje, prolonga-se até esta quarta-feira, 3 de Julho, mas, amanhã, é marcada pela Federação Nacional dos Médicos.

 

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