CHUA defende que «tem feito tudo» para garantir cuidados de saúde no Algarve

Centro Hospitalar e Universitário do Algarve reconhece «carência de médicos especialistas»

O Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA), que integra os Hospitais de Faro, Portimão e Lagos, garante, em comunicado, que «tem feito tudo o que está ao seu alcance no sentido de garantir as escalas e a capacidade de resposta em urgência». 

A nota, emitida esta terça-feira, 9 de Julho, surge na sequência das notícias que expuseram o caso de uma grávida de 28 semanas que, no passado fim de semana, teve de ser transferida do Algarve para Évora. 

A situação, esclarece o CHUA, «não se deveu à falta de profissionais de saúde, mas sim a razões clínicas avaliadas pela equipa médica de Portimão, tendo em conta que a ocupação da Unidade de Neonatologia se encontrava lotada nesse momento».

A utente foi, então, «transferida diretamente de Portimão para o Hospital de Évora», sem passar por Faro (a única Maternidade que estava realmente a funcionar no passado fim de semana).

Segundo o Centro Hospitalar Universitário do Algarve, a «Unidade de Neonatologia da Unidade Hospitalar de Faro, a única unidade altamente diferenciada na prestação de cuidados neonatais integrada no CHUA, tem capacidade para continuar a apoiar, de forma diferenciada e segura, os recém-nascidos prematuros ou todos aqueles que necessitem de cuidados diferenciados na área da neonatologia».

«Os hospitais são unidades complexas e dinâmicas que laboram 24 horas por dia, 365 dias por ano, sendo por isso percetível que, em alguns momentos, possam verificar-se situações que influenciam a sua capacidade de resposta, sendo nessas alturas ativados protocolos de atuação dentro do SNS através do encaminhamento para outras unidades públicas de saúde, de acordo com as regras definidas pelas redes de referenciação hospitalar», acrescenta.

Ainda assim, a verdade é que o CHUA reconhece, no mesmo comunicado, a «carência de médicos especialistas».

A situação tem sido pontualmente colmatada com pedidos, junto de diversos hospitais do SNS, «de cedência temporária de profissionais, possibilidade de estabelecimento de protocolos para médicos e outros especialistas», além do contacto «com empresas de prestação de serviços médicos e ainda a abertura de concursos de admissão de médicos, os quais têm ficado desertos por falta de candidatos», conclui.

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