Câmara volta a pedir ao Governo intervenção na barra de Lagos

Forte assoreamento da barra de Lagos leva a restrições permanentes à navegação

Mostrar ao Governo o «desagrado pela persistência da deficiente situação da barra de Lagos» e recomendar ao executivo de António Costa «a rápida resolução da mesma» foram os dois grandes objetivos de uma moção aprovada na mais recente reunião de Câmara de Lagos.

A proposta apresentada por Joaquina Matos, presidente da autarquia, «mereceu o apoio de toda a vereação».

Na base da moção está o forte assoreamento da barra, «causa de graves transtornos quer aos pescadores residentes, quer também aos diversos operadores das denominadas marítimo-turísticas e entidades com interesses neste domínio, nomeadamente a Marina de Lagos, o estaleiro naval Sopromar e o Clube de Vela de Lagos», segundo a Câmara de Lagos.

«A situação tem vindo a agudizar-se, uma vez que a zona da barra /canal deveria ter cerca de quatro metros de profundidade, em baixa-mar, e atualmente tem cerca de metro e meio, impossibilitando a regular navegação em condições de segurança», acrescentou.

No site da Autoridade Marítima Nacional, a informação sobre a barra de Lagos nunca muda: “Estado da Barra de Lagos – condicionada a embarcações com calado superior a 2 metros, estas devem praticar a barra com uma profundidade de água superior a meia maré”.

«O acesso condicionado da barra de Lagos, face à informação de abertura a toda a navegação de todas as outras barras da zona sul, no entender dos autarcas, condiciona e prejudica a economia local e a própria imagem de Lagos enquanto destino de excelência», defendeu a Câmara lacobrigense.

Esta não é a primeira vez que a Câmara de Lagos interpela o Governo, no sentido de ver resolvida a situação da barra.

Da parte do Governo, mais precisamente do secretário de Estado das Pescas, chegou a informação de que «o início dos trabalhos de dragagem da barra de Lagos estariam previstos para o 1º semestre de 2019, embora condicionados à devida autorização de dragagem e depósito de materiais dragados a emitir pela APA –Agência Portuguesa do Ambiente».

«Acontece que estamos em Junho, no início da época de maior fluxo turístico, sem qualquer indício de que os trabalhos tenham início, afigurando-se da máxima urgência a resolução de toda esta situação», considerou Joaquina Matos.

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