Aumentam queixas de falta de medicamentos nos hospitais do Algarve

Deputado Cristóvão Norte exige que o Governo resolva a situação da falta de medicamentos

São cada vez mais os utentes e as famílias que se queixam de falta de medicamentos para doenças crónicas e raras no Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA). A denúncia é feita por Cristóvão Norte, deputado do PSD eleito pelo Algarve, que fala em «desespero» dos doentes.

Segundo o parlamentar algarvio, nos últimos meses tem havido «um incomum aumento de queixas por parte de doentes e seus familiares a respeito da falta de medicamentos» nos hospitais algarvios.

«Muito desses casos, inclusivamente já denunciados em mais do que uma ocasião pelos deputados do PSD na Assembleia da República, continuam a manifestar-se, alguns deles até com maior gravidade. Tal conduz a que os doentes, em desespero, se desloquem às farmácias dos hospitais para recolher a medicação que lhes foi prescrita – muitos casos de doenças raras e crónicas – essencial para preservar a qualidade de vida desses cidadãos e, por força de sucessivos adiamentos, vejam a sua situação clínica perigar, deteriorar-se, causando sempre muita angústia em pessoas que estão em situação de fragilidade», segundo Cristóvão Norte.

O deputado do PSD exige ao Governo que «dote o CHUA dos instrumentos financeiros e de gestão para que estas falhas progressivamente mais recorrentes sejam resolvidas e tome medidas para estancar a hemorragia na região.

Dois dos medicamentos em causa, exemplifica o parlamentar algarvio, são o Privigen ou Octagam, cuja entrega «tem sido adiada sine die» e que são usados para várias patologias, como síndromes de imunodeficiência primária, leucemia linfocítica crónica, Hipogamaglobulinemia e infeções bacterianas e SIDA congénita com infeções bacterianas recorrentes, entre muitas outras.

«Este é apenas um exemplo. É muito importante que o acesso à saúde destes cidadãos não fique em causa, pois muitos deles encontram-se com graus de incapacidade elevados, reconhecidos pelo Estado em juntas médicas e a necessidade de a medicação ser aplicada em tempo é vital para a sua saúde», concluiu Cristóvão Norte.

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