Ana Margarida Magalhães é a diretora do Departamento de Conservação da Natureza do ICNF/Algarve

Responsável é bióloga marinha e já exerceu funções na Câmara de Olhão, CCDR e APA

A bióloga marinha Ana Margarida Magalhães é a primeira diretora do Departamento de Conservação da Natureza da direção regional do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) no Algarve, no âmbito da recente reestruturação deste organismo. A responsável deverá iniciar as suas novas funções na próxima segunda-feira, dia 17 de Junho.

Ana Margarida Magalhães, que atualmente trabalhava na Agência Portuguesa de Ambiente/ARHAlgarve, é licenciada em Biologia Marinha pela Universidade do Algarve e tem uma pós-graduação pela Universidade de Sevilha. Entre 2005 e 2009, foi vice-presidente da Câmara de Olhão, no último mandato do edil socialista Francisco Leal, onde foi responsável por pelouros como o Ambiente e Equipamentos Urbanos, Ciência e Tecnologia, Pescas e Aquacultura.

Em 2009, foi nomeada pela ministra do Ambiente para o lugar de vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, integrando a equipa então presidida por João Faria.

Joaquim Castelão Rodrigues, diretor regional do INCF no Algarve, disse ao Sul Informação que Ana Margarida Magalhães «é uma conhecedora profunda das questões ligadas à Ria Formosa e ao mar», mas tem também «larga experiência» em outros temas ambientais.

A jurisdição do ICNF/Algarve integra toda a região, nomeadamente as suas áreas protegidas e classificadas: Parque Natural da Ria Formosa, Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, bem como o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, cuja área integra dois municípios algarvios – Aljezur e Vila do Bispo -, mas também outros dois alentejanos – Odemira e Sines -, chegando até Santo André.

Ou seja, trata-se de uma área protegida que, além de se dividir por duas regiões, tem ainda muitas questões em terra para tratar, como a da invasão de plástico causada pela expansão descontrolada da agricultura intensiva e super intensiva. Questões complexas que agora passarão a ficar sob a responsabilidade da nova – e primeira – diretora do Departamento de Conservação da Natureza.

Com a nomeação de Ana Margarida Magalhães, fica completa a equipa da nova direção regional do INCF/Algarve.

Castelão Rodrigues adiantou ao nosso jornal que o diretor de departamento da Florestas é António Miranda, que já era chefe de divisão dessa mesma área no ICNF algarvio.

De fora do organismo, vieram o chefe de Divisão para a Área da Vigilância, Prevenção e Fiscalização, que será o jurista Carlos Cupertino, que veio da Segurança Social de Beja, bem como a chefe de Divisão da Gestão Administrativa e Logística, que será Maria João Nabo, que vem da Autoridade Tributária de Faro.

Porque o ICNF tem competências na receção e análise dos projetos florestais, da Direção Regional de Agricultura e Pescas, vem a engenheira florestal Célia Torrado, para chefiar a Divisão de Extensão e Competitividade Florestal.

Há ainda Paulo Dias, que fica à frente da Divisão de Proteção e Gestão de Áreas Públicas Florestais, bem como Carlos Martins, que passa a chefiar a Divisão de Ordenamento do Território, e também Rosa Nunes, responsável pela Divisão de Áreas Classificadas e Cogestão de Áreas Classificadas.

Com estas nomeações, a nova direção regional do ICNF/Algarve garante também a paridade: há quatro homens (António Miranda, Paulo Dias, Carlos Martins e Carlos Cupertino) e quatro mulheres (Ana Margarida Magalhães, Maria João Nabo, Rosa Nunes e Célia Torrado). Uma equipa, dirigida por Joaquim Castelão Rodrigues, que tem à sua espera muito e difícil trabalho.

Da estrutura do ICNF/Algarve, no âmbito desta profunda reorganização, saíram Valentina Calixto, que regressou à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e Nuno Grade, que integrou os serviços da Câmara de Faro.

 

Atualizada às 12h53, acrescentando o nome do responsável pela Divisão de Proteção e Gestão de Áreas Públicas Florestais, e às 18h00, acrescentando as duas divisões em falta, e respetivos responsáveis.

 

 

 

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