FLIQ já começou e fará «uma homenagem justa» a Nuno Júdice

Homenagem ao escritor portimonense será o ponto alto da 4ª edição do Festival Literário Internacional de Querença

O poeta e escritor portimonense Nuno Júdice vai ser homenageado em mais uma edição do Festival Literário Internacional de Querença (FLIQ), que começou hoje, sexta-feira, e durará até domingo.

O também ensaísta e professor, «uma das vozes poéticas mais significativas da literatura portuguesa desde os anos 70», vai ter um dia inteiro a ele dedicado, nesta edição do FLIQ, mais precisamente, amanhã.

Este sábado, a partir das 15h30, começam as iniciativas de homenagem, a primeira das quais a conferência “Nuno Júdice: Uma homenagem justa do Fliq”, proferida por Guilherme D’Oliveira Martins, antigo ministro e atual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian.

Segue-se, às 15h45, o colóquio “Geografias da Poesia”, que juntará à volta da mesma mesa Catherine Dumas, professora e tradutora, Egídia Souto, professora e investigadora, José Manuel de Vasconcelos, poeta e tradutor, Luís Filipe de Castro Mendes, poeta e diplomata, Maria Fernanda de Abreu, professora e ensaísta, e Teresa de Almeida, professora e investigadora. A moderação estará a cargo da jornalista Ana de Sousa Dias.

Segue-se a iniciativa “Leituras de Primavera”, por Cidália Bicho e João Espada (17h15), a inauguração da exposição “A imagem do poema: 50 anos de vida literária de Nuno Júdice” (17h45), a apresentação do videoclip “Um Poema de Amor” (18h15) e um concerto com Custódio Castelo (21h00).

Hoje, o festival contou com a presença da ministra da Justiça Francisca Van Dunem, que deu uma aula aberta à população, «à semelhança do que aconteceu há 30 anos nos “Estudos Gerais Livres” (EGL), promovidos pelo antropólogo Manuel Viegas Guerreiro e pelo filósofo Agostinho da Silva», explica a Fundação Manuel Viegas Guerreiro, organizadora do FLIQ.

Uma mesa redonda intitulada “Estudos Gerais Livres no séc. XXI”, o lançamento de um livro da autoria de Francisco Melo Ferreira e a exibição de um documentário sobre os EGL, com intervenções de José Barata Moura, Viriato Soromenho-Marques, António Borges Coelho, Fernando Mão de Ferro, Joaquim Cerqueira Gonçalves, Cláudio Torres e Teresa Rita Lopes, também fizeram parte do programa de hoje.

Às 21h00, há um concerto, pelos Solaris.

No último dia, domingo, o subtema “Livros, Leituras & Leitores” aponta para as questões dos hábitos de leitura, da criação de novos leitores e da importância da literatura infanto-juvenil, trazendo à aldeia de Querença dezenas de investigadores, escritores, professores, bibliotecários e interessados pela Palavra e pelo Livro como expressão máxima de Cidadania e de Liberdade.

Haverá, em permanência, uma Feira do Livro, com representação de obras dos autores presentes, música, leituras, exposições, sessões de autógrafos, piqueniques, convívio e diálogos vários.

O Festival tem o apoio da Direção Regional de Cultura do Algarve, Câmara Municipal de Loulé e União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim. Desde 2017 que RDP/RTP são media partners do FLIQ.

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