Bloco de Esquerda questiona Governo sobre relocalização da RTP/Algarve

Comissão de Trabalhadores da RTP disse aos bloquistas que é essa a intenção do Conselho de Administração

O Bloco de Esquerda quer que o Governo esclareça se pretende, realmente, relocalizar a delegação da RTP Algarve, em Faro, das atuais instalações para outras situadas no Campus da Penha da Universidade do Algarve.

Os bloquistas querem que lhe sejam explicadas as razões que estão por detrás desta decisão, caso ela se confirme, e defendem que a medida irá «diminuir as capacidades técnicas e de condições de trabalho para os colaboradores da RTP-Algarve».

A alegada intenção do Conselho de Administração da RTP em mudar as instalações da empresa, no Algarve, para dentro da UAlg foram transmitidas pela Comissão de Trabalhadores da rádio e televisão pública a uma delegação do BE/Algarve, que incluiu João Vasconcelos, deputado bloquista eleito pela região.

Entretanto, está já marcada para dia 20 uma visita de João Vasconcelos e de outros dirigentes regionais do partido às instalações da Delegação da RTP em Faro, «havendo reuniões com os seus trabalhadores e com o Presidente do Conselho de Administração da RTP».

«Caso se verifique esta alteração, o futuro da delegação da RTP-Algarve estará comprometido devido à degradação das condições laborais e do serviço público da RTP na região, com a consequente e progressiva extinção da delegação, algo que o Bloco de Esquerda/Algarve rejeita liminarmente», defende o Bloco de Esquerda.

Por outro lado, os bloquista questionam qual a motivação para a relocalização da delegação da RTP-Algarve, quando ainda há pouco foi feita «a fusão no mesmo edifício, da Rádio e da Televisão, obtendo-se desta forma um ganho de sinergias».

Desta forma, o BE quer que o Governo esclareça qual o destino que terá o «imenso espaço» detido pela RTP junto à Avenida Calouste Gulbenkian, caso a relozalização se efetive e questiona se «serão motivações imobiliárias com um encaixe financeiro enorme, em detrimento de uma televisão de proximidade e mais uma vez, com a consequente perda de importância do Algarve».

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