Ameixial volta a ser a capital das caminhadas por três dias

Uma das principais atrações do programa do WFA 2019 são os trabalhos de recuperação de um palheiro típico, que podem ser acompanhados pelos participantes no festival

Mais de 50 atividades estão à espera daqueles que subirem a Serra do Caldeirão, até à aldeia do Ameixial, em Loulé, para participar em mais uma edição do Walking Festival Ameixial (WFA), que começa esta sexta-feira, dia 26 de Abril, e dura até domingo.

Em 2019, os organizadores do evento voltam a apostar num modelo que se tem revelado de sucesso. Assim, o programa conta de novo não só com caminhadas, mas também com workshops, conversas especiais, ações de preservação do património e animação musical.

Um dos pontos altos é, como sempre, a iniciativa de intervenção na paisagem, que este ano passou pela recuperação de um palheiro com telhado de colmo, típico desta zona do Algarve.

«A grande novidade é a atividade que decorreu à volta da recuperação de um palheiro, que está quase a acabar. Mas as pessoas ainda vão poder ir lá, à Corte d’Ouro, e assistir aos trabalhos» de colocação das esteiras de colmo já feitas no velho telhado, revelou ao Sul Informação João Ministro, da ProActiveTur, uma das entidades que organiza o festival de caminhadas do Ameixial.

Por outro lado, há uma nova alternativa de alojamento no Ameixial. «Para além do abrigo de montanha que já existia, este ano há um novo espaço, um edifício que foi recuperado no âmbito do Orçamento Participativo, que vai estar disponível para acomodar pessoas», disse.

 

O senhor Manuel Francisco, dono do palheiro que está ser recuperado

 

Neste momento, as inscrições para a larga maioria das atividades estão já esgotadas. No entanto, aqueles que não conseguiram marcar um lugar não deixam de ter razões para ir até à aldeia serrana do concelho de Loulé, este fim-de-semana.

«Há atividades em que as pessoas se podem inscrever no próprio dia e temos um ou dois passeios locais que se podem fazer sem inscrição prévia. Há animação no Ameixial, atividades para crianças e os concertos, que têm lugar à noite. Quem vier, terá sempre coisas para fazer», assegurou João Ministro.

O centro nevrálgico do festival é a própria aldeia do Ameixial, com o pavilhão ali existente a ocupar um lugar de destaque.

«Temos uma colaboração com a Casa do Povo, que nos ajuda com a parte das refeições. Desta forma, o pavilhão onde funciona o secretariado e o bar também acolherá os eventos musicais e servirá como zona de restauração», disse o empresário.

Por outro lado, serão mantidas as parcerias que já existiam com os restaurantes locais, tendo em conta que um dos grandes objetivos do festival é dinamizar o Ameixial, uma localidade muito afetada pela desertificação.

 

Walking Festival Ameixial 2018 – Foto: Pedro Barros

 

Ao todo, são esperadas cerca de 500 pessoas, o mesmo número do ano passado – até porque os organizadores não têm «a ambição de crescer muito mais,  visto que não há capacidade para isso».

«Neste momento, as atividades estão quase todas esgotadas e tudo aponta para esse número de visitantes. Mas, tendo em conta que a maioria das pessoas participa em mais do que uma atividade, o número de participações ultrapassará as mil», disse João Ministro.

Como tem sido hábito, será cobrado um valor de inscrição de 7 euros por pessoa. As verbas que forem angariadas serão, mais tarde, aplicadas numa «ação ambiental a favor da serra algarvia».

Com esta medida, os promotores do festival pretendem «compensar a pegada de carbono do festival, ao mesmo tempo que se preserva a floresta». O tipo de ação ainda não está definida, mas será, «muito provavelmente, uma ação de reflorestação».

O WFA é organizado pela Cooperativa QRER, com o apoio da Região de Turismo do Algarve, Câmara Municipal de Loulé, Junta de Freguesia de Ameixial, Proactivetur e Projecto Estela. 

O WFA integra a Algarve Walking Season, iniciativa que pretende fomentar e organizar o turismo de natureza na região e que começou com o Festival de Caminhadas de Alcoutim, no início de Abril, continuará com este do Ameixial e termina, de 1 a 3 de Novembro, com o Barão de São João Walk & Arts Fest. No próximo ano, poderá ainda surgir um quarto festival de caminhadas, na serra de Monchique.

A coordenação do projeto da Algarve Walking Season é da responsabilidade da QRER – Cooperativa para o Desenvolvimento dos Territórios de Baixa Densidade, em articulação com a Região de Turismo do Algarve, e em parceria do Município de Alcoutim e da Associação Almargem.

A iniciativa foi aprovada ao abrigo de uma candidatura à Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior, promovida pelo Turismo de Portugal/Região de Turismo do Algarve.

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