Turistas britânicos continuam a diminuir, mas há cada vez mais franceses

Decréscimo de turistas de alguns dos principais mercados emissores levam a que a ocupação hoteleira tenha descido no Algarve, em 2018

O Algarve voltou a ter menos turistas provenientes do Reino Unido em 2018, em relação a 2017, ano em que já se tinha verificado uma descida no principal mercado emissor de visitantes para a região. Já os franceses, vêm cada vez mais para a região.

No balanço que faz do último ano turístico, a Associação dos Hotéis e Empreendimento Turístico do Algarve (AHETA) realça o decréscimo de alguns mercados emissores de turistas importantes para a região algarvia, desde logo o britânico, que desceu 6%, mas também o irlandês (-8,5%) e holandês (-3,5%).

A AHETA salienta que, em 2017, já se havia registado uma quebra de 8,5% dos turistas vindos do Reino Unido, «uma consequência directa do Brexit e da desvalorização da libra esterlina face ao euro».

Estes dados que ajudam a explicar a descida na taxa de ocupação média anual em 1,1 por cento, para os 63,4%.

A diminuição só não terá sido maior devido aos portugueses, que representaram 22% do total de turistas, mas também a crescente procura por parte do mercado francês, que «se assumiu, definitivamente, como o 6º mais importante da região, com um share de 4,9% das dormidas totais», e de outros «mercados com fraca expressão individual». Tudo isto, «contribuiu para esbater as quebras verificadas nos mercados emissores mais importantes».

 

 

Em números, os hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve acolheram, em 2018, «4,126 milhões de hóspedes, dos quais mais de 3 milhões estrangeiros e 1,1 milhões nacionais, correspondendo a 20,3 milhões de dormidas».

«O Algarve recebeu ainda 1,26 milhões de estrangeiros que não pernoitaram em empreendimentos classificados oficialmente», revelou a AHETA.

Mesmo com menos ocupação, as unidades hoteleiras não deixaram de ter mais proveitos, já que o  volume de negócios subiu 3,8 por cento.

«O RevPar (rendimento por quarto disponível) subiu 3,3 por cento, situando-se nos 55,1 Euros, tendo o alojamento sido responsável por cerca de 790 milhões de euros e a faturação bruta total ascendido a 1,080 milhões de euros», diz a associação empresarial.

O golfe turístico acompanhou a tendência verificada no alojamento, baixando 1,1 por cento no número de voltas comercializadas. Ao todo, foram vendidas 1,347 milhões de voltas, «tendo a média de voltas por campo sido de 35,447 mil, o segundo melhor registo desde 2010».

«Para 2019, as previsões apontam para um aumento do volume de negócios na ordem dos 2 por cento, tendo os preços subido 1,5 por cento em média. A situação financeira das empresas deverá manter-se nos níveis de 2018, enquanto os resultados líquidos deverão melhorar ligeiramente», concluiu a AHETA.

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