Passeio das Dunas chega a Vilamoura

Empreitada custa 2,6 milhões de euros

Começa «dentro de dias» e é vista como uma obra «muito importante» que vai permitir a todos «fruir a vida e a natureza num espaço aberto». A segunda fase do Passeio das Dunas, entre o Hotel Crown Plaza, em Quarteira, e a Marina de Vilamoura, vai seguir a filosofia do que já foi feito na primeira, com espaços para exercício físico, bancos e espaços verdes.

O ato de consignação da obra, empreitada que custa 2,6 milhões de euros, foi assinado esta segunda-feira, 18 de Fevereiro, entre a Câmara de Loulé e o empreiteiro, numa cerimónia que teve lugar no Centro Autárquico de Quarteira.

Segundo Vítor Aleixo, presidente da Câmara de Loulé, «a filosofia de intervenção da segunda fase será a mesma: devolução do espaço público, qualificado, com valores ambientais, de fruição da natureza, sem massas de construção».

Para tal serão construídos bancos, zonas de lazer e espaços para fazer exercício físico. Essas são, aliás, componentes do atual Passeio das Dunas, inaugurado em 2015, e que veio acabar de vez com uma das zonas com pior reputação do Algarve, o bairro dos Pescadores, que chegou a ser o “supermercado de droga do Algarve”.

Após a conclusão desta segunda fase da obra, vai ser «possível conversar ou passear com a família perto do mar», ilustrou Vítor Aleixo.

Esta será, então, uma «requalificação que será de descompressão» e é «sinónimo de renaturalização, embora um troço entre já numa parte urbanizada», explicou ainda.

A obra vai causar alguns constrangimentos, nomeadamente aos concessionários dos apoios de praia. É que ali perto de onde nascerá a segunda fase do Passeio das Dunas há, por exemplo, a muito concorrida praia da Marina de Vilamoura.

«Temos de acautelar os seus interesses para os melindrar o menos possível e, por isso, os trabalhos vão ser interrompidos em Julho e Agosto», garantiu Vítor Aleixo. A ideia é não afetar o negócio nos dois meses de maior afluência dos turistas.

Com esta segunda fase do Passeio das Dunas, que tem um prazo de execução de 420 dias, «fica concluída a maior parte da intervenção, não toda, prevista para esta faixa litoral que liga Quarteira a Vilamoura», explicou ainda o edil.

Esta futura terceira fase completa duas obras: a do Mercado Municipal de Quarteira, perto do restaurante Rosa Branca, e todo o arranjo do Largo das Cortes Reais, que fica em frente à Lota.

No caso do Mercado, «o projeto está concluído e estamos a aguardar a Avaliação de Impacte Ambiental antes de avançar para a construção. No que diz respeito ao Largo, é um projeto ainda em execução porque essa será uma última fase», concluiu Vítor Aleixo.

 

Fotos: Pedro Lemos | Sul Informação

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