Greve da Função Pública com «forte adesão» fecha escolas e afeta hospitais

Greve junta UGT e CGTP

A Greve da Função Pública, que se cumpre esta sexta-feira, 15 de Fevereiro, está com uma «forte adesão» no Algarve que se traduz em percentagens de «70 a 80%». Escolas fechadas e serviços do hospitais encerrados são algumas das consequências. 

Ao Sul Informação, Rosa Franco, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e das Regiões Autónomas, disse que os «serviços mais afetados são os das áreas da educação e saúde».

No Hospitais de Faro e Portimão, o «bloco operatório só está a funcionar para emergências».

Já em Faro, «os serviços de consultas externas e cirurgia de ambulatório estão totalmente encerrados», garantiu. Em todo o Centro Hospital e Universitário do Algarve, a adesão à greve «ronda os 90%», adiantou.

Já na parte escolar, são muitos os estabelecimentos encerrados. Em Loulé, «todas as escolas estão fechadas» e em Vila Real de Santo António «quase todas encerraram», disse Rosa Franco.

Em Faro, ao que o Sul Informação apurou, não há aulas nas Escolas da Penha, Neves Júnior, Afonso III e Pinheiro e Rosa. Já em Quarteira, a Escola EB 2,3 São Pedro do Mar está fechada. Já em Albufeira, Alcoutim e Tavira, todas as escolas estão encerradas.

Quanto a Lagos, tem «os mercados municipais fechados e a Câmara sem atendimento», disse fonte do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins ao Sul Informação.

No que toca a outros serviços da administração pública, os efeitos da greve também se estão a fazer sentir. «A Conservatória de Loulé está com 70% de adesão à greve», adiantou Rosa Franco. Em Faro, apurou o Sul Informação, a Loja do Cidadão tem alguns serviços fechados, como a Loja do Munícipe.

Em São Brás de Alportel, por sua vez, a adesão à greve foi «quase total» no Centro de Saúde local.

Esta paralisação da função pública junta dois centrais sindicais: a UGT e a CGTP. Em causa está o pedido de aumentos salariais, algo que não acontece há 10 anos, bem como a falta de trabalhadores nos setores da educação e saúde.

 

Fotos: Nuno Costa | Sul Informação

 

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