PCP diz que PS e PSD «não servem a Castro Marim»

Francisco Amaral, presidente da Câmara de Castro Marim, já anunciou que quer pedir eleições antecipadas

O PCP diz que PSD e PS «prestam um mau serviço» e não «servem a Castro Marim», garantindo que a CDU apresentará «um projeto alternativo para o concelho» caso se confirmem as eleições antecipadas. 

Em comunicado, o PCP considera que «persistir» no PS e PSD «é dar espaço ao poder absoluto, à demagogia, à incapacidade na resolução dos problemas. É pôr em risco os restantes dois anos e meio de mandato com todas as consequências que resultariam daí».

«Seja pela incapacidade do PSD de respeitar os resultados eleitorais e aceitar que não tinha maioria absoluta, seja pela opção do PS, de se aliar a uma candidatura dissidente, com o objetivo de paralisar a autarquia, todos são responsáveis pela situação a que se chegou», dizem os comunistas.

É, por isso, na opinião do PCP, sobre os ombros de socialistas e sociais-democratas que «recai a responsabilidade da degradação do funcionamento dos órgãos, da diminuição da capacidade de intervenção do município, do avolumar de problemas como o que se verificou recentemente na empresa municipal Novbaesuris, da falta de obra e de iniciativa que caracteriza este mandato».

No entender do Partido Comunista, os conflitos na vereação, que levaram Francisco Amaral, presidente da Câmara de Castro Marim, a anunciar a intenção de pedir eleições antecipadas, não estão relacionados «com visões ou opções políticas, mas com objetivos de poder e protagonismo».

A confirmarem-se a realização de eleições para a Câmara e Assembleia Municipal, o PCP garante que «intervirá no quadro da CDU para afirmar um projeto alternativo para o concelho». Os comunistas, recorde-se, não têm eleitos no concelho.

Francisco Amaral foi reeleito presidente da Câmara de Castro Marim em 2017, mas perdeu a maioria na Câmara Municipal.

Desde então, têm-se sucedido guerras entre o executivo minoritário e a oposição, que também tem mais elementos eleitos na Assembleia Municipal, a mais recente das quais em torno da extinção da empresa municipal Novbaesuris.

Este clima «insustentável» levou o autarca a anunciar que vai pedir eleições antecipadas.

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