Lagos: Serviço de transportes “A Onda” assegurado para os próximos três anos

A frota vai ser quase toda nova

O serviço “A Onda”, a rede de transportes urbanos do Município de Lagos, vai continuar a funcionar durante os próximos três anos, num investimento de cerca de 3,5 milhões de euros da Câmara. 

A prestação de serviços será feita pela Translagos -Transportes Públicos, Lda. nos termos do caderno de encargos previamente definido, da proposta apresentada e do contrato a celebrar, o qual estipula um preço de 1,394 euros por quilómetro a pagar por parte do Município.

Ao operador privado cabe assegurar os 10 circuitos do serviço regular d’ “A Onda” atualmente existentes, respetivos horários e itinerários, afetando para o efeito autocarros com a lotação definida (20 lugares nos circuitos com menor utilização e 53 lugares nos que têm mais procura) e condições para o acesso de passageiros com mobilidade reduzida, assim como assumindo todos os encargos inerentes (combustível, pessoal, bilhética e faturação, manutenção e limpeza).

Segundo informação prestada pelo vereador Paulo Jorge Reis, responsável político pela área, a frota vai ser quase toda nova, apesar do caderno de encargos não obrigar a tal, sendo que o número de lugares por viatura também foi reforçado.

No debate que antecedeu a deliberação, Maria Joaquina Matos, presidente da Câmara de Lagos, referiu que «os transportes urbanos custam muito ao erário público, traduzindo-se num grande serviço social que se presta às populações», sublinhando que «o que queremos é que se use cada vez mais o transporte público, para que tudo fique mais perto e a vida mais confortável, seja para quem estuda ou para quem se desloca diariamente para cumprimento das suas obrigações profissionais».

Novidade é também a forma como irá ser assegurado o funcionamento das linhas 5, 7 e 8 fora do período dos horários escolares, que passa a ser garantido diretamente pela autarquia – através de meios próprios – numa modalidade de Serviço Flexível, isto é, a pedido do utente, mas dentro dos itinerários e horários estabelecidos, «solução que permitirá dar resposta às necessidades identificadas e, simultaneamente, otimizar os recursos existentes», conclui a autarquia.

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