Infralobo investe em sistema de rega inovador para poupar água e energia

A empresa estima poupar até 40% na conta da água e até 30% na da eletricidade

A Infralobo investiu num sistema de rega inteligente que lhe irá permitir poupar na conta da água e da eletricidade. O Smart Irrigation System da empresa que faz a gestão das infraestruturas e espaços verdes de Vale do Lobo, no concelho de Loulé, vai ser apresentado na quarta-feira, dia 23 de Janeiro.

«O Smart Irrigation System é um sistema de rega inteligente associado a uma estação meteorológica que torna possível a programação e o controlo remoto dos dispositivos de rega, a partir de uma smart room, contribuindo para combater o desperdício de água, poupar energia e reduzir custos», explicou a empresa.

Ao monitorizar indicadores como a pluviosidade ou a humidade do solo, o sistema permite ativar ou desativar os mecanismos de rega consoante as condições climatéricas e a necessidade real de água. A Infralobo estima, com esta nova tecnologia «alcançar uma poupança entre 20% a 40% nos custos da água e entre 10% a 30% em energia, uma vez que as bombas de água e o programador apenas trabalharão o necessário». Atualmente, a empresa gasta «entre 180 a 240 mil euros por ano para regar os 22 hectares de espaços verdes que tem a seu cargo».

«Com este sistema, é possível não só poupar-se na fatura da água, como na fatura dos tratamentos das doenças causadas por excesso de água, ou da substituição de plantas. Ao controlar um conjunto de indicadores como a pluviosidade ou a humidade, o sistema reduz ainda a hipótese de erro humano. Em caso de avaria ou rotura, o sistema emite também um alerta. O método poderá igualmente, no futuro, beneficiar os residentes, através da disponibilização de uma aplicação com informações baseadas na central meteorológica que os ajudará a reduzir o seu próprio consumo de água», explicou a Infralobo.

Nesta fase inicial, foram investidos 60 mil euros, comparticipados em 80% pelo CRESC2020, «com o objetivo de implementar a tecnologia e reduzir de imediato o consumo de água numa das áreas de maior consumo».

O investimento inclui a instalação de medidores, de sensores mapeados por georreferenciação e de uma central meteorológica.

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