Castro Marim vai ter eleições antecipadas: «Isto está insustentável!»

As eleições antecipadas para a Câmara de Castro Marim deverão decorrer no mês de Abril

A Câmara de Castro Marim vai ter eleições antecipadas. O executivo social-democrata liderado por Francisco Amaral vai pedir a sua demissão até final de Janeiro, de modo a forçar novas eleições, por considerar que a situação política vivida neste concelho «é insustentável».

O novo escrutínio terá, depois, de ser marcado, algo que acontecerá num espaço «de dois meses e meio». Assim, disse  ao Sul Informação o presidente da Câmara de Castro Marim, as novas eleições deverão ter lugar «em Abril». «Serão, de certeza, antes das eleições europeias», marcadas para 26 de Maio.

Francisco Amaral foi reeleito presidente da Câmara de Castro Marim em 2017, mas perdeu a maioria na Câmara Municipal. Desde então, têm-se sucedido guerras entre o executivo minoritário e a oposição, que também tem mais elementos eleitos na Assembleia Municipal, a mais recente das quais em torno da extinção da empresa municipal Novbaesuris.

«Não encontro qualquer alternativa a não ser as eleições antecipadas. As Reuniões de Câmara, que são semanais, tornaram-se um massacre e a população de Castro Marim não está a beneficiar nada, antes pelo contrário. As obras estão atrasadas, algumas foram mesmo inviabilizadas. A Unidade Móvel de Saúde parou seis meses. Isto está insustentável!», explicou  o edil castro-marinense, que considera que a «única solução é dar a voz ao povo».

«Eu não quero ser presidente a qualquer preço e estou a ver que o povo de Castro Marim está a ser prejudicado com o que se está a passar», acrescentou.

O presidente da Câmara castro-marinense garante, mesmo, que «a população está revoltada e não gosta nada do que se está a passar».

Amanhã, Francisco Amaral vai reunir-se com Rui Rio, presidente do PSD, para lhe dar conta da sua intenção. «À partida, até final do mês vamos apresentar a demissão ao presidente da Assembleia Municipal e ao senhor secretário de Estado das Autarquias, que depois irão marcar novas eleições».

Antes, Francisco Amaral já se tinha reunido com o secretário de Estado das Autarquias Locais, que «compreendeu a situação».

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