Câmara de Olhão realoja famílias do 16 de Junho em terreno ao lado do bairro

A Câmara pretende construir casas de baixa densidade, seguindo «as boas práticas» usadas no antigos bairros sociais de Olhão

Já foi adquirido um terreno e, embora o projeto ainda não esteja feito, também existe uma ideia concreta de como serão as casas onde irão ser realojadas as cerca de 60 famílias que vivem, atualmente, no Bairro 16 de Junho – Sul, em Olhão.

Em declarações ao Sul Informação, o presidente da Câmara de Olhão António Pina revelou que a Câmara já comprou um terreno «ao lado do bairro», usando, para isso, verbas ganhas com a venda de um lote junto ao Real Marina Hotel de Olhão – unidade hoteleira que, de resto, fica situada a poucas dezenas de metros do bairro 16 de Junho.

«A ideia é construir habitações de baixa densidade para essas pessoas. Não estamos a falar de prédios altos. Se possível, queremos construir edifícios de rés-de-chão e primeiro, no máximo, segundo andar. Tudo dependerá da tipologia das casas. Poderemos ter de fazer apartamentos T3, que obriguem a fazer o terceiro quarto em cima», explicou o edil olhanense.

«Queremos criar habitação social no local onde as pessoas sempre viveram e não atirá-las para outro sítio qualquer do concelho. No fundo, trata-se de fazer algo semelhante àquilo que eram os antigos bairros: o dos Pescadores, o da Cavalinha, o antigo Bairro Marechal Carmona, que são de baixa densidade, o que é uma boa prática», acrescentou.

 

António Pina, acompanhado por técnicos da Ação Social do município e outros autarcas olhanenses, esteve recentemente neste bairro, para dar início à última fase de verificação do levantamento de moradores, que começou no final de 2016 e foi baseado nos Censos.

«No primeiro levantamento, em finais de 2016, estavam identificadas 60 famílias. Agora estamos a fechar esse processo, para saber se houve desenvolvimentos e antes que haja aqui algum oportunismo, devido às notícias que têm vindo a público», explicou António Pina.

A ideia é evitar «potenciais casos de aproveitamento por parte de quem possa, durante este processo, ter ocupado casas no Bairro com o intuito de chamar a si os mesmos benefícios conquistados por aqueles que sempre nele viveram e que ali formaram as suas famílias e construíram as suas vidas, alguns desde há mais de 60 anos».

Ou seja, só terá direito a casa quem já estava no bairro em 2016 e não quem o estiver a ocupar na altura em que houver realojamento. Além disso, «se uma pessoa só tiver um T2, é isso que irá receber», ilustrou António Pina.

 

Fotos: Hugo Rodrigues|Sul Informação

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