Bloco questiona o Governo sobre as atuais e as futuras dragagens em Tavira

Além de pedir esclarecimentos sobres as dragagens na barra de Tavira, BE questionou sobre o fim que está a ser dado às lamas retiradas do Gilão

As dragagens que já estão a decorrer em Tavira, mas também as que ainda estão para começar, motivaram uma pergunta do Bloco de Esquerda ao Governo.

Os bloquista querem saber, por um lado, quando é que serão feitas dragagens na barra de Tavira e canais adjacentes, dando resposta a uma reivindicação antiga das comunidades piscatórias tavirenses. Por outro lado, pedem esclarecimento sobre o destino que está a ser dado às lamas que estão a ser retiradas do Gilão, no âmbito de uma intervenção que está a ser promovida pela Docapesca.

Para o deputado bloquista eleito pelo Algarve João Vasconcelos, o cada vez maior assoreamento da barra de Tavira, situação que «desespera as comunidades piscatórias de Tavira, Santa Luzia e Cabanas, com a barra de Tavira a ser frequentemente encerrada, o que impede a saída de embarcações de pesca, algo que bastante prejudicial a toda a atividade piscatória local».

Também as empresas marítimo-turísticas são prejudicadas, «seja na medida em que coloca em perigo as embarcações, como, mais grave, na segurança das tripulações e dos passageiros».

Os deputados do BE que subscrevem a pergunta – João Vasconcelos, Carlos Matias e Jorge Costa – dizem mesmo que a barra de Tavira o adiamento sucessivo das dragagens «conduziu a um bloqueio quase total da barra».

Os parlamentares do Bloco de Esquerda também querem saber se o Governo «irá proceder à correta reposição das lamas provenientes das dragagens realizadas no Rio Gilão, em Tavira».

«Estas lamas estão a ser depositadas a menos de um milha da costa e logo à saída da barra de Tavira, o que, e segundo a Associação de Pescadores e Armadores do Sotavento Algarvio, irá contribuir para o assoreamento futuro da barra», segundo o BE.

A mesma associação queixa-se de que as lamas estão a ser depositadas em locais que são «bons pesqueiros», onde as embarcações mais pequenas deixarão de poder pescar.

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