Obras da rede de água e esgotos para Clareanes, Malhada Velha e Carvalhal começam ainda este mês

Se tudo correr como previsto, a obra, que custa 2,5 milhões de euros, estará concluída em 540 dias

As obras da rede de água e esgotos para Clareanes, Malhada Velha e Carvalhal, em Loulé, começam «até ao final deste ano». A empreitada custa 2,5 milhões de euros, é «há muito desejada pela população» e vai beneficiar 236 pessoas. 

O ato de consignação da obra foi assinado esta terça-feira, 4 de Dezembro, numa cerimónia realizada no café 1º de Dezembro, perto de Clareanes, que contou com a presença de dezenas de moradores.

«É um dia importante. A obra vai começar e isso é um momento de muita alegria para as pessoas pois, há vários anos, que tenho ouvido a população desta zona a pedir a obra», disse Vítor Aleixo, presidente da Câmara de Loulé.

Estas três localidades são próximas de Loulé, a cerca de 5, 6 quilómetros da cidade, e quem lá vive «sentiu-se sempre no direito de questionar a Câmara do porquê de ainda não ter abastecimento de água e esgotos», explicou o autarca.

Agora, «finalmente esse desejo vai ser cumprido e, por aquilo que pudemos constatar, os moradores estão mais tranquilos e felizes porque finalmente sabem que chegou o dia em que esta necessidade será satisfeita», disse Vítor Aleixo.

O atraso numas obras há tanto pedidas pela população também se deveu, explicou o autarca, ao facto de haver «prioridades». «A Câmara começou onde havia uma maior aglomeração urbana e isso era mais urgente. Agora estamos a chegar a zonas mais periférias, de menor concentração da população», disse.

No restante concelho, o maior do Algarve, poderá haver locais, «de baixa densidade, a não serem servidos com redes de esgotos».

Não é o caso de Clareanes, Malhada Velha e Carvalhal. A empreitada prevê a construção de uma rede de condutas de abastecimento de água com uma extensão de 17,4 quilómetros e outra, de coletores gravíticos (esgotos), com a extensão de 11,8 quilómetros. Já a rede de condutas elevatórias (esgotos) será de 2 quilómetros.

Se tudo correr como previsto, a obra estará concluída em 540 dias: ou seja só em 2020. Isto se não acontecer nenhum contratempo.

«Vamos imaginar que, quando abrirem valas para as condutas, o terreno é mais rochoso do que aquilo que se pensava. Isso pode, claro, ter algum efeito na previsão temporal de execução da obra, mas espero que tal não aconteça», referiu o presidente da Câmara de Loulé. Aliás, Vítor Aleixo pediu publicamente aos empreiteiros para fazerem um esforço para cumprir os prazos.

A obra será feita por um consórcio constituído pelas empresas Hidralgar, Eduardo Pinto Viegas e J. J Brito.

 

Fotos: Pablo Sabater | Sul Informação

 

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