Novas confrarias celebram gastronomia da Ria Formosa e da Serra do Caldeirão

Uma das confrarias celebra os produtos da Ria Formosa, a outra exalta as iguarias serranas

Celebrar e promover a gastronomia algarvia, ainda que focando matérias primas e origens bem distintas, é o grande objetivo das recém-criadas Confraria Gastronómica da Serra do Caldeirão e Confraria Marinha da Ria Formosa.

A Confraria Marinha da Ria Formosa nasceu, oficialmente, em Outubro e pretende não só contribuir para a divulgação da gastronomia típica associada a esta zona lagunar, mas também para o aprofundamento do conhecimento em torno do que aqui é produzido.

O primeiro capítulo desta confraria decorreu no dia 8 de Dezembro na Ilha da Culatra e serviu para entronizar os 25 confrades fundadores. A cerimónia contou com a presença das madrinhas Confraria Olhanense do Litão e da Confraria do Atum de Vila Real de Santo António que representou também nesta cerimónia a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.

Esta que foi a 7ª confraria a ser criada na região algarvia, «tem como princípios contribuir para o levantamento, defesa, promoção e divulgação do património cultural, ambiental, histórico e gastronómico da Ria Formosa e apoiar a pesquisa, a criação a divulgação de trabalhos e a edição de publicações sobre a gastronomia ligada aos produtos desta laguna, designadamente sobre a sua história, tradição e antigas técnicas de confeção».

No 1º Capitulo da confraria foram eleitos os órgãos sociais para o próximo triénio, tendo os destinos do Diretório dos Notáveis ficado à guarda da Grão-Mestre Cláudia Luz, contando na sua equipa com David Assoreira, Ilídia Sério, Virgínia Alpestana e Mário Silva.

O Capítulo Geral é presidido por Bruno Lage, sendo auxiliado pelos Tabeliões Jorge Pereira e José Lezinho. O Colégio Inquiridor terá como presidente Cristóvão Norte, coadjuvado pelos Inquiridores Manuel Mestre e Gonçalo Santos.

O Conselho de Anciãos, que para além de órgão consultivo da confraria aprova também a admissão de novos confrades é constituído por Luís Fontinha, Jorge Carrega, Sílvia Padinha, Jardim de Sousa, Paulo Fonseca, José Daniel dos Santos, Marco Valle Santos, Davide Alpestana e Paulo Botelho.

Cerca de um mês antes, no dia 9 de Novembro, foi firmada a escritura pública da Confraria Gastronómica da Serra do Caldeirão, que chega para preservar, defender e promover a cultura, biodiversidade e gastronomia do interior do Algarve central.

Antes da oficialização, houve a oportunidade para validar a pertinência da criação da confraria, num jantar serrano típico, realizado na Cooperativa Agrícola dos Montes Novos, onde marcaram presença mais de meia centena de pessoas. Entre elas, estavam aqueles que há muito defendiam a criação desta entidade.

«A Serra do Caldeirão detém na sua história e essência inúmeras tradições, culturas e riquezas gastronómicas milenares que tendem a perder-se com o tempo. Dona de uma biodiversidade que a torna única e palco de uma beleza natural inigualável, oferece ainda uma diversidade de produtos autóctones, sazonais – e não só – que compõem a boa gastronomia algarvia, saudável e mediterrânica», descreveu a confraria.

«Neste mesmo sentido este projeto pretende defender, preservar e divulgar todas as histórias, tradições, culturas e gastronomia da nossa serra, bem como atuar junto das novas gerações para que sintam, interiorizem e vivam toda esta riqueza no sentido de contribuírem para a sua continuidade no tempo», acrescentam.

Os cerca de 40 confrades aderentes serão entronizados a confrades efetivos no 1º Capítulo, que se realizará no mês de Maio, em São Brás de Alportel.

A Comissão Instaladora da Confraria é composta por quatro elementos (Gonçalo Mesquita, Marlene Guerreiro, Cláudio Lima e Ivo Belchior Dias) e será apadrinhada pela Confraria do Atum (Vila Real de Santo António) e pela Confraria do Medronho – Os Monchiqueiros (Monchique).

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