Luz elétrica nos montes de Ourique afasta «fantasmas dos Natais passados»

Câmara e EDP Distribuição assinaram contrato para a construção de

A chegada de luz elétrica a várias zonas rurais do concelho de Ourique, formalizada a 21 de Dezembro entre a Câmara Municipal e a EDP Distribuição, «é importante para as pessoas, para a economia do mundo rural e para o território» e afasta «fantasmas dos Natais passados de Dickens», segundo o autarca Marcelo Guerreiro.

Na cerimónia de assinatura de contratos para a construção de 8 quilómetros de linhas aéreas de Média Tensão (MT), de 9 quilómetros de redes aéreas de Baixa Tensão (BT) e para a instalação de 11 Postos de Transformação, que contou com a presença de João Galamba, secretário de Estado da Energia, Marcelo Guerreiro salientou a importância da chegada a diversos pontos do território de Ourique de «um dos principais pilares da civilização: a luz elétrica».

O autarca defendeu que «é pelo futuro do Mundo Rural que aqui estamos, numa convergência de vontades que honra a República, o Poder Local e uma das mais relevantes empresas da economia nacional. Há muito que o Município de Ourique aposta na valorização do seu território, no apoio às atividades económicas e na qualidade de vida dos ouriquenses».

Marcelo Guerreiro diz que estas apostas são feitas com «com noção da importância estratégica da afirmação das tradições e das marcas de identidade, mas também com a ambição de dar expressão a novas oportunidades para as pessoas e para o nosso território, rural, de baixa densidade, longe dos grandes centros urbanos».


Para o edil, «aliar tradição e inovação, de forma sustentável, é um caminho fundamental para a resiliência e a dinamização do nosso Mundo Rural. Fazê-lo com sentido positivo, de mobilização de vontades e de concretização de respostas por impulso municipal, é uma marca da gestão que procuramos desenvolver. Estamos para ser parte da solução, nunca do problema».

Marcelo Guerreiro relembrou, em relação a esta obra, que «tínhamos um problema criado pela negociação do Portugal 2020, pelo anterior governo, que deixou de fora dos projetos elegíveis a eletrificação rural. Onde há um problema é preciso mobilizar vontades para encontrar soluções, sensatas, sustentáveis e com sentido de futuro. A 1ª Fase do Projeto de Eletrificações Rurais no Concelho de Ourique entre o Município de Ourique e a EDP Distribuição, com o empenho decisivo do Governo, é uma dessas felizes convergências de vontades para concretizar um investimento global de cerca de 1,3 milhões de euros em eletrificação rural».

«Somos uma comunidade rural que se afirma pela fileira do porco alentejano e por outras expressões do potencial produtivo do nosso meio ambiente, contribuindo dessa forma para a economia nacional e para a fixação de população. Somos uma comunidade atenta aos desafios das alterações climáticas, da eficiência na utilização dos recursos e da transição energética, comprometida com esse futuro diferente que temos de construir. E já contribuímos com projetos que sublinham o potencial das energias renováveis neste território, uns já concretizados, outros a fazer o seu caminho», acrescentou.

Marcelo Guerreio defendeu ainda que «o interior, o Baixo Alentejo e estes territórios precisam de atenção, de iniciativa e de concretização. Hoje damos um importante passo para dar expressão concreta aos discursos políticos da valorização do interior».

Este investimento, é para o presidente da Câmara, «importante para as pessoas. É importante para a economia do Mundo Rural. É importante para o território, que se valoriza e prepara para a chegada futura da água do Alqueva. Estamos, desta forma, a ser uma espécie de acionistas do futuro em Ourique e no Baixo Alentejo».

O autarca deixou também a garantia que o Governo pode «contar com o nosso contributo para a concretização de soluções centradas nas pessoas, na coesão social e territorial e na concretização dos passos certos para a sustentabilidade das respostas do Estado e da Sociedade. Nesta época de tradições, de reencontros e de afetos, estamos a contribuir para não ser visitados pelos fantasmas dos Natais passados de Dickens», concluiu.

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