UAlg quer levar empresas algarvias para Marrocos e trazer de lá estudantes

Universidade algarvia assinou protocolos com instituições marroquinas nas áreas do ensino, mas também da inovação e transferência de tecnologia

A Universidade do Algarve assinou protocolos com congéneres do Reino de Marrocos que abrem a porta deste país a empresas portuguesas e permitirão que alunos de mestrado marroquinos possam vir para a região estudar.

Uma delegação que juntou representantes e docentes de várias universidades daquele país mediterrânico esteve no Algarve, na passada sexta-feira, para celebrar diversos acordos. De caminho, foi assinalada a herança comum de Portugal e Marrocos, bem como a cooperação que já vem do passado.

«Nós tivemos aqui a assinatura de alguns protocolos importantes. Um deles é na área da inovação e da transferência de tecnologia, que poderá potenciar as relações económicas entre os dois países e facilitar a presença de empresas portuguesas em Marrocos e vice-versa», revelou ao Sul Informação o reitor da Universidade do Algarve Paulo Águas.

Neste caso, o protocolo foi estabelecido «com um polo tecnológico da Universidade Hassan I, de Settat, que eles designam por cidade tecnológica».

De caminho, a Universidade do Algarve homenageou Ahmed Nejmeddine, o presidente da Universidade Hassan I, «que está a terminar agora as suas funções e que estabeleceu relações muito fortes com a Universidade do Algarve».

Foram, ainda, assinados três protocolos específicos, tanto com a Instituição de Ensino Superior de Settat, como com a Universidade Moahmmed V e o Instituto Agronómico e Veterinário Hassan II, ambos de Rabat, «que esperamos que se possam traduzir com a vinda de alunos marroquinos para mestrados da UAlg na área da informática, da gestão e da hortofruticultura».

«Os estudantes marroquinos vão beneficiar de condições especiais. Haverá diferenciação do valor das propinas, no sentido de atrair estes alunos, mas será benéfico para ambas as partes», assegurou Paulo Águas.

Nos três mestrados que estão aqui em causa «os estudantes têm de se candidatar a um mestrado em Marrocos e, em simultâneo, propor-se ao nosso. Para entrar, terão de ter mérito, pois não há vagas especiais».

«Uma parte da formação é realizada em Marrocos e é creditada pela UAlg, nos termos da lei em vigor. E a formação que aqui fizerem será, igualmente, creditada na sua universidade de origem. Enquanto aqui estiverem, são alunos da UAlg e pagam propinas diferenciadas, pois não fazem cá o programa todo», acrescentou o reitor da UAlg.

Para o 1º Conselheiro da Embaixada do Reino de Marrocos em Portugal, a assinatura dos diferentes protocolos vai permitir «incrementar o intercâmbio de docentes e de alunos dos nossos dois países».

Yassin Khatib também frisou, em declarações ao Sul Informação, o aumento da cooperação económica que se verifica, atualmente, entre Portugal e Marrocos, salientando que «o próprio embaixador não esteve aqui hoje porque teve um compromisso para falar sobre a energia e a interconexão energética entre os dois países, um projeto muito importante e que está a progredir para a sua realização».

«Também no lado económico, estamos a preparar encontros entre empresas portuguesas e marroquinas, no setor da energia, automação, aeronáutica e o setor têxtil, para ver quais são as possibilidades de negócios entre o setor privado dos dois países», acrescentou o diplomata marroquino.

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