Sindicato acusa administração do CHUA de «roubar» anos de serviço aos enfermeiros

Em causa o alegado não cumprimento de compromissos que terão sido assumidos em Setembro

Foto: Pablo Sabater|Sul Informação

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses acusou a administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) de «”roubar” anos de anos de serviço» e «falhar os compromissos que assumiu em relação à progressão na carreira» destes profissionais de saúde.

Segundo a delegação do Algarve deste sindicato, a administração do CHUA assumiu diversos compromissos, numa reunião que manteve com o SEP a 4 de Setembro, no seguimento da greve de 17 de Agosto.

Neste encontro, ficou combinado que seriam atribuídos «1,5 pontos entre 2004 e 2014 aos enfermeiros com Contrato de Trabalho em Funções Públicas» e «pelo menos um ponto aos enfermeiros com Contrato Individual de Trabalho (CIT) entre 2004 e 2014», com possibilidade de subir para os 1,5 pontos.

Os responsáveis pelos hospitais algarvios aceitaram, ainda «não considerar o reposicionamento faseado na primeira posição remuneratória da grelha salarial (2011, 2012, 2013 e 2015) como uma progressão, o que significa que contará pontos para trás desse momento», segundo o SEP.

No entanto, acusam os sindicalistas, os administradores do CHUA deram «o dito por não dito» e estão «contabilizar 1,5 pontos entre 2004 e 2010, prejudicando os enfermeiros em menos 2 pontos entre 2011 e 2014, correspondente a 306 dias de trabalho, que para a administração valem zero».
«Com este “roubo” [o Conselho de Administração do CHUA] prejudica centenas de enfermeiros cuja expectativa era o de “descongelarem” uma alteração de posição remuneratória, com efeitos a Janeiro de 2018, e outros numa segunda alteração em 2019», acrescentam.
Quanto aos enfermeiros CIT «é inconcebível que empurrem uma eventual mudança de posição remuneratória para 2019. Continua sem se conhecer a posição de harmonização para 1,5 pontos».
«É totalmente incompreensível este recuo por parte da administração que merecerá uma resposta por parte do SEP e dos enfermeiros», conclui o sindicato.

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