Rita Redshoes dá concerto intimista e em tom jazz em Santo Estêvão

A cantora portuguesa vai atuar na Casa do Povo acompanhada pelo guitarrista Bruno Santos

Rita Red Shoes vai estar na Casa do Povo de Santo Estêvão (CPSE), em Tavira, este sábado, dia 17 de Novembro, às 22h00, para um concerto intimista em que será acompanhada pelo guitarrista Bruno Santos, que ajudou a dar um tom de jazz aos temas da cantora portuguesa.

Esta será uma apresentação a dois e num formato que agrada à cantora. «Gosto especialmente de concertos mais perto do público. Acho que permitem estabelecer um tipo de relação onde é possível envolver as pessoas de uma forma diferente nas canções, expor um pouco mais os processos de como se chegou à canção», explicou Rita Redshoes em entrevista ao Músicália/Sul Informação.

«Em palco estamos os dois, ambos cantamos e tocamos guitarra, eu ainda toco num pequeno pianinho e o Bruno, como é madeirense, traz o rajão, um instrumento tradicional da ilha, que tem um som muito engraçado e específico, com o qual fazemos algumas brincadeiras», resumiu a cantora, uma das convidadas da CPSE no âmbito do ciclo “Serões de Outono”.

Este concerto é o resultado de um desafio lançado por Bruno Santos há mais de um ano: fazer uma abordagem jazzística aos temas da Rita. Para este projeto recorreram a todo o registo da cantora, desde “Golden Era” (2008), até “Her” (2016), sem esquecer, “Lights & Darks” (2010) e “Life is a Second Love” (2014).

Mas houve músicas que, sendo de outros universos, fazia todo o sentido incluir neste projeto. «Só as minhas canções, seria já interessante, mas tentámos encontrar também standards de jazz, do universo do Bruno, que ambos gostássemos e tentar transformá-los na minha maneira de cantar, que não sou uma cantora de jazz. Alguns canto-os no banho, mas não me atreveria a gravá-los», confessou a cantora.

O processo de transformação musical foi feito a dois e houve temas que levaram algum tempo até estar no ponto, satisfazendo ambos os autores. Mas, no geral, foi um processo fácil. «Temos uma ótima comunicação e os nossos dois universos tocam-se, a empatia era grande, o que facilitou as sonoridades novas», destaca a compositora, que acrescenta que «as músicas não ficaram irreconhecíveis, a sua génese está lá, mas o Bruno trouxe acordes com outras cores, acrescenta algumas melodias. É curioso ver alguém que pega na nossa música e a transforma numa outra coisa».

Rita Pereira, tem já um historial de experiências paralelas à sua carreira como Rita Redshoes. Em 1987, canta e toca com os Atomic Bees, passa depois pelos Rebel Red Dog e Photographs e em 2003 afirma-se como teclista de David Fonseca. Calça os sapatos vermelhos em 2008, quando lança “Golden Era”, mas, sempre que pode, abraça outros desafios (bandas sonoras de filmes, peças de teatro, documentários ou espetáculos) que nem sempre ficam registados. Algo que gostaria que não acontecesse neste caso.

«Nunca pensámos em fazer um disco destas novas roupagens, mas talvez fizesse sentido um EP ou filmar alguns vídeos com estas novas versões. Gostava de fazer isso, porque há muito tempo dedicado a estes projetos paralelos e depois o resultado perde-se no tempo, sem qualquer registo. Vamos ver se a oportunidade aparece», disse a cantora.

“Woman Snake” é uma canções do 3º registo de Rita Redshoes e que ganhou uma nova roupagem para este concerto. Este é o original, a nova versão pode ser ouvida, ao vivo, em Santo Estevão, no Sábado.

A entrevista a Rita Redshoes pode ser ouvida na integra na edição #84 do programa Musicália.

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