Pousada de Portugal em VRSA é inaugurada no final de 2019, mas só se não «abrir antes»

Presidente das Pousadas de Portugal acredita que, a não serem cumpridos os prazos agora estipulados, será por antecipação

Foto: Pablo Sabater|Sul Informação

Já há obras em curso, as «vicissitudes» que surgiram já foram ultrapassadas e o plano está bem delineado. As obras para a instalação da Pousada de Portugal em Vila Real de Santo António arrancaram e deverão estar prontas «no final de 2019». Isto se não acabarem antes.

«Nós temos confiança nos nossos parceiros da área da contrução, que são muito eficazes. Se houver uma questão de datas, é por antecipação. Vão ver!», prometeu Luís Castanheira Lopes, presidente das Pousadas de Portugal, à margem de uma sessão de apresentação do projeto da nova unidade vila-realense, que teve lugar ontem, dia 21 de Novembro, em VRSA.

Esta nova Pousada de Portugal vai ocupar quatro edifícios do centro histórico pombalino de VRSA, todos eles propriedade da Câmara e da sua empresa municipal SGU. Após a intervenção que já começou e que demorará cerca de um ano, a unidade hoteleira de 5 estrelas terá dois corpos, um principal, na esquina entre a Praça Marquês de Pombal e a Rua 1º de Maio – que nascerá de três edifícios contíguos -, e outro de apoio, no lado oposto da praça, no edifício que chegou a albergar serviços da SGU.

O edifício principal, onde os trabalhos estão a decorrer a bom ritmo, como o Sul Informação testemunhou, será composto por um imóvel que já pertencia à autarquia, ao lado da Caixa Geral de Depósitos, mas também por outros dois, ambos com a porta principal a dar para a Rua 1º de Maio. Um deles serviu como sede do PCP. O outro era de privados e foi adquirido pela Câmara.

Foi, de resto, este negócio entre a autarquia e uma família «com muitos herdeiros» que atrasou a obra, que segundo a presidente da Câmara de VRSA Conceição Cabrita.

«Tivemos alguns percalços, nomeadamente num dos imóveis que foi adquirido por nós, mas já está tudo ultrapassado. As obras tiveram mesmo de avançar, para não atrasar mais este projeto, que já estava para começar há alguns meses», disse a autarca.

«Houve questões entre particulares, que nada têm a ver nem com a Câmara, nem com o Grupo Pestana. Teve a ver com os herdeiros, que eram muitos. Tivemos de esperar pela concretização da compra para poder avançar com a obra e foi isso que atrasou o processo», acrescentou Conceição Cabrita.

Agora, o Grupo pestana, que detém a concessão das Pousadas de Portugal, já tem todas as condições reunidas para investir cerca de 3 milhões de euros na reabilitação e apetrechamento dos edifícios que vão albergar a nova unidade hoteleira, que terá 57 quartos, um restaurante e uma sala de eventos.

Estes dois últimos serviços serão instalados no edifício principal, que terá, igualmente, uma piscina exterior, num pátio existente na antiga sede do PCP de VRSA.  Neste polo, serão instalados 39 quartos, divididos por três pisos. Aqui, os clientes da futura Pousada de Portugal também poderão desfrutar de vista para o rio, a partir da cobertura de um dos edifícios, onde será instalado um solário.

Do outro lado da praça Marquês de Pombal, funcionará o edifício de apoio, com 18 quartos, igualmente divididos por três pisos.

Tudo isto acontecerá «sem que seja alterada a fachada pombalina dos edifícios», garantiu o diretor executivo da SGU Renato Figueira.

«Fachada vai ficar igual, mas no interior serão feitas grandes alterações. Acima de tudo, há que salientar o reforço estrutural que os edifícios necessitam. Estes imóveis, internamente, estavam a colapsar. Desta forma, vamos assegurar que o património construído vai perdurar por muitos mais anos e em condições», considerou.

Quem também ficará a ganhar é a economia local, considerou Conceição Cabrita.

«Só com a abertura da Pousada, serão criados 30 postos de trabalho diretos, mas eu acredito que se venha a criar mais emprego. Espero que, com esta Pousada de Portugal, com o Grand House Algarve, que está para abrir, se comece a aumentar, em termos qualificativos, o turismo que existe em Vila Real de Santo António», desejou a edil vila-realense.

Castanheira Lopes, das Pousadas de Portugal, fala «em inúmeros postos de trabalho, que serão criados durante a construção e depois dela».

«Temos aqui uma parceria que eu acredito que será de sucesso e que tenho a certeza que trará outro impulso económico a VRSA. Ficaremos com quase todos os imóveis do centro histórico reabilitados», acredita Conceição Cabrita.

Mas, para isso, há que haver vontade dos demais agentes económicos da Baixa Pombalina de VRSA. «Lançamos um repto a todos os comerciantes e a todas as pessoas que cá têm comércio. Tem que haver mudança. O tipo de turista vai ser diferente e toda a envolvente tem de mostrar que é capaz de se adaptar a esta mudança. Tem de haver modernização e de certeza que vai haver», concluiu a presidente da Câmara de Vila Real de Santo António.

Fotos: Pablo Sabater|Sul Informação

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