Dragagens do Gilão abrem porta a novos cais na frente ribeirinha de Tavira

Depois das dragagens, avançará o Projeto de Reordenamento das Embarcações no Rio Gilão, que inclui a criação de cinco novas plataformas de embarque

A Docapesca já começou a dragagem de manutenção de fundos do Rio Gilão, em Tavira. Para o presidente da Câmara tavirense, esta é uma obra «importantíssima», não só por melhorar as condições de navegabilidade e de segurança do canal, mas porque irá permitir «a intervenção seguinte, a implantação de um conjunto de plataformas junto ao rio».

O lançamento desta intervenção foi anunciado esta terça-feira pela Docapesca, que vai investir cerca de 281 mil euros na melhoria da navegabilidade e da segurança entre o edifício da lota desta cidade e a ponte rodoviária a nascente. Uma medida aplaudida por Jorge Botelho, que já pensa no futuro e na intervenção que se seguirá.

Para já, avançam as dragagens, com o objetivo de «recuperar as cotas mínimas de serviço imprescindíveis à operacionalidade de estacionamento e descarga do pescado em lota», segundo a Docapesca. Ao mesmo tempo, procura-se atenuar outro problema. Esta é uma zona «ainda sujeita à influência da maré», pelo que «as áreas marginais do rio encontram-se sujeitas ao risco de inundação, existindo registos de galgamento em situações de cheia».

A intervenção agora em curso, que deverá ser concluída dentro de mês e meio, também será «essencial para o Projeto de Reordenamento das Embarcações no Rio Gilão, que inclui a implantação de estruturas (plataformas) de acostagem ao longo da margem direita do rio, entre o Mercado da Ribeira e a Ponte dos Descobrimentos», acrescentou a empresa.

No âmbito deste projeto, serão instalados cinco cais na frente ribeirinha de Tavira, «para o desembarque do pescado, para operação das empresas marítimo-turísticas, para o embarque para a ilha de Tavira, para embarcações de pesca profissional e para abastecimento de combustível».

 

Na visão de Jorge Botelho, as novas plataformas permitirão, não só, melhorar as condições de trabalho dos profissionais da pesca, mas também «melhorar em muito as condições de embarque dos passageiros para as ilhas e para as marítimo-turísticas».

Esta é uma das três intervenções que a Docapesca tem em curso ou irá fazer na mesma zona. As duas primeiras, a reconstrução do edifício da lota e estas dragagens, «estão já em curso».

A terceira, a colocação dos novos cais de embarque, «penso que está a entrar em concurso. O objetivo é que esteja tudo concluído antes do Verão de 2019», assegurou Jorge Botelho.

Já as dragagens na barra de Tavira e nos canais da Ria Formosa ainda não têm data definida. «Essa obra não é da responsabilidade da Docapesca, mas sim da Direção Geral dos Recursos Marinhos. A Sociedade Polis fez uma parte e houve uma intervenção na barra logo a seguir aos temporais deste Inverno, mas é necessário fazer mais. Pelo que sei está a decorrer o estudo prévio. Espero que avance o mais depressa possível, pois são muito necessárias», considerou Jorge Botelho.

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