Campus da Penha da UAlg reabre após falsa ameaça de bomba

O Campus da Penha da Universidade do Algarve foi reaberto, às 14h55, após uma ameaça de bomba, feita na manhã […]

O Campus da Penha da Universidade do Algarve foi reaberto, às 14h55, após uma ameaça de bomba, feita na manhã de hoje, que se revelou «nula».

A reabertura do campus aconteceu já depois de se saber que o autor da ameaça, que será um professor de Química da Escola Superior de Educação e Comunicação (ESEC) da UAlg, tinha sido detido, em casa.

Ao que o nosso jornal apurou, o suspeito, que está de baixa psiquiátrica há pelo menos um ano, esteve, na passada segunda-feira, na ESEC, apresentando um comportamento incorreto e chegando a ameaçar António Guerreiro, diretor da escola.

A ameaça de bomba foi recebida pelos serviços técnicos da Universidade do Algarve, cerca das 11h30. As atitudes prévias do docente da UAlg levaram a que tenha sido considerada necessária a evacuação da ESEC, do Instituto Superior de Engenharia, da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo e também do edifício da cantina do Campus da Penha.

À reportagem do Sul Informação, Isabel Planeta, funcionária da ESEC da Universidade do Algarve, contou que a evacuação foi conduzida «pelos seguranças e de forma calma».

«Primeiro evacuaram a ESEC, depois a cantina, depois o Instituto Superior de Engenharia e, no fim, a Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo», disse. Ainda assim, a funcionária revelou que não «teve tempo de tirar os pertences que lá ficaram».

Miguel, aluno de Turismo, soube da ameaça antes de a escola ser evacuada. «A informação já circulava», contou à reportagem do Sul Informação. 

O caso de Miguel não foi único, uma vez que, mesmo durante as aulas, através das redes sociais, muitos alunos tomaram conhecimento do que se estava a passar, antes de ser ordenada a evacuação.

Depois de terem sido evacuados os alunos, professores e funcionários, foi montado um perímetro de segurança que incluía também o parque de estacionamento do Campus da Penha. Esta situação levou a que cerca de centena e meia de pessoas tenha aguardado na zona até às 14h55, quando a PSP considerou seguro levantar o perímetro.

No local, esteve a Equipa de Inativação de Engenhos Explosivos e Segurança no Subsolo da PSP e também a equipa de investigação desta força de segurança.

Apesar do aparato montado, o clima foi de calma.

Paulo Águas, reitor da Universidade do Algarve, esteve a acompanhar a situação, no campus da Penha, até ao levantamento do perímetro de segurança. Estava previsto que o reitor falasse aos jornalistas, mas isso não aconteceu, ao que o Sul Informação apurou, devido a indicações da PSP.

Esta é a segunda ameaça de bomba registada, numa semana, no Algarve. Na passada quarta-feira foi o Albufeira Shopping a ser evacuado.

 

 

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