Bloco de Esquerda exige que CHUA descongele carreiras dos enfermeiros

Governo «deve intervir no sentido de repor justiça a todos no processo»

Créditos: Depositphotos

O Bloco de Esquerda (BE) exige ao Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA) que descongele as carreiras do enfermeiros. 

Moisés Ferreira e João Vasconcelos, deputados do BE, questionaram o Governo acerca das medidas que irá adotar «para que o CHUA cumpra o Orçamento de Estado e aplique as regras para o descongelamento da carreira dos enfermeiros».

Na pergunta escrita dirigida ao Governo, os parlamentares esclarecem que o OE 2018 «estabelece o descongelamento das carreiras e as respetivas valorizações remuneratórias, sendo esta norma aplicável também aos enfermeiros em Contrato Individual de Trabalho, pelo que não há nenhuma razão para que o CHUA exclua os profissionais CIT do descongelamento de carreiras».

Os deputados afirmam ainda que o CHUA não está «a contar corretamente os pontos para o efeito da progressão de carreira dos enfermeiros, assumindo que o ajuste já foi feito aquando da alteração do valor mínimo salarial dos enfermeiros, contando como progressão, criando assim situações injustas com profissionais que já contabilizam mais de 20 anos de serviço público».

«Não é verdade que o ajustamento salarial decorrente da alteração da tabela salarial aplicável aos enfermeiros seja uma progressão, tanto que muitos destes enfermeiros se mantiveram na base da carreira», afirmam os parlamentares que consideram que o «Governo deve intervir no sentido de repor justiça a todos no processo, e fazer valer o que está previsto no OE de 2018».

Moisés Ferreira e João Vasconcelos rematam a pergunta escrita dirigida ao Governo através do Ministério da Saúde, manifestando que o executivo liderado por António Costa «deve instruir o CHUA no sentido de fazer uma correta contagem dos pontos e do tempo de serviço a todos os enfermeiros, sejam eles CTFP ou CIT».

Também o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses já veio a público acusar a administração do CHUA de «”roubar” anos de anos de serviço» e «falhar os compromissos que assumiu em relação à progressão na carreira» destes profissionais de saúde.

Contactado pelo Sul Informação, o Centro Hospitalar Universitário do Algarve não quis comentar o caso.

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