Exposição no Museu de Faro dá a conhecer coleção de azulejos de Ramalho Ortigão

Exposição fica patente até 10 de Fevereiro de 2019

A exposição “De Faro a Goa: uma viagem pelos azulejos de Ramalho Ortigão” é inaugurada no sábado, 20 de Outubro, às 17h00, no Museu Municipal de Faro. 

«A exposição propõe um percurso cronológico e geográfico pelos principais exemplares adquiridos por Ramalho Ortigão, com especial referência para uns raros azulejos dourados do século XVI ou para os famosos azulejos de Santa Mónica de Goa», diz a Câmara de Faro.

Este projeto resulta do trabalho de investigação de Alexandre Pais e Constança Azevedo (Museu Nacional do Azulejo) e também de Marco Lopes (Museu Municipal de Faro), distinguido em 2017 com uma Menção Honrosa pelo Prémio SOS na categoria de Investigação em História de Arte, entretanto publicado em 2018 pela autarquia de Faro com o apoio do Montepio.

A coleção de azulejos, datados dos séculos XVI a XX, foi oferecida em Junho de 1963 ao Museu Municipal de Faro, o então Museu Arqueológico e Lapidar Infante D. Henrique, pela família de António Macedo Ramalho Ortigão, após a sua morte.

“De Faro a Goa: uma viagem pelos azulejos de Ramalho Ortigão” estará patente ao público até dia 10 de Fevereiro de 2019, podendo ser visitada de terça-feira a sexta-feira, entre as 10h00 e as 18h00 e aos sábados e domingos, entre as 10h30 e as 17h00.

«Filho ilustre de Faro e um distinto oficial da Marinha, António Ramalho Ortigão tem o seu nome ligado aos museus e à cultura e é uma das figuras notáveis da história da cidade de Faro», diz a Câmara Municipal.

«Este antigo oficial da Marinha, nascido na capital algarvia a 5 de Agosto de 1876, desempenhou cargos de alto-relevo durante a sua carreira profissional. Destaca-se na sua impressionante folha de serviço os lugares de Capitão do Porto de Vila Real de Santo António, Comandante do Departamento Marítimo do Sul e Presidente do Supremo Tribunal Militar já na casa dos 70 anos».

Entre louvores e distinções recebeu os títulos da Ordem Militar de Santiago da Espada em 1932 e a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis em 1938.

Passa à reserva em Outubro de 1947 na posição de Contra-Almirante. A política também entra na sua vida, primeiro como deputado e depois como Governador-Geral de Cabo Verde, chegando mesmo a anunciar nessa antiga província ultramarina a Implantação da República.

«Mas a Marinha e a política, mesmo ocupando parte substancial do seu quotidiano, convivem perfeitamente com a arte, a cultura e os museus, outras da suas paixões. Basta lembrar o Museu Marítimo, que hoje tem o seu nome como patrono, e que muito lhe deve na recuperação do acervo antigo e na preservação da memória marítima da região», segundo a autarquia.

Ramalho Ortigão tinha também uma faceta de coleccionador, reunindo um conjunto imenso de azulejos das mais distintas proveniências e de cronologias que vão do século XVI ao XIX.

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