Com 2 milhões se transformará a “velhinha” nº5 de Olhão numa escola nova

Obra deverá estar concluída dentro de ano e meio e reabrir no início do ano letivo de 2020/21

Tem uma componente de requalificação, mas, no fundo, trata-se de construir uma escola nova. A velhinha escola nº5 de Olhão, situada no Bairro 28 de Setembro, já começou a ser alvo de uma transformação total, que fará dela «um espaço fantástico», com todas as condições que se exige a um estabelecimento de ensino moderno.

A primeira pedra das obras de construção da nova escola, que custarão cerca de 2 milhões de euros, foi lançada esta segunda-feira, dia em que começaram oficialmente as aulas em muitos estabelecimentos de ensino do país. Na nº5 de Olhão, não há crianças, mas já há máquinas, gruas e trabalhadores, que vão assegurar a intervenção que permitirá a reabertura da escola no início do ano letivo de 2020/21.

«A obra já começou e vamos remodelar as seis salas de aula existentes, nos edifícios originais, do Plano dos Centenários [de construção de escolas, promovido durante o Estado Novo] . Vamos, também, usar outro edifício já existente, onde antes funcionavam as salas de multi-deficiência e construir mais três salas de aula. Ou seja, a escola vai passar a ter nove salas», explicou o presidente da Câmara de Olhão António Pina, à margem da cerimónia oficial de lançamento da primeira pedra da obra.

«Depois, será construído um edifício novo, onde serão melhoradas significativamente as condições para as crianças com deficiência, pois elas merecem. Nesse novo bloco, além das salas de multi-deficiência, também irá ser construído um refeitório, uma sala polivalente e uma biblioteca», acrescentou o edil olhanense.

Os espaços exteriores também «serão todos requalificados, de modo a permitir às crianças brincar em segurança».

Esta intervenção já estava há muito prevista. «Esta é uma das escolas que, para não manter os horários duplos, tinha de manter duas turmas em contentores. No entanto, houve uma melhoria no nosso sistema escolar de 1º ciclo e deixámos, há dois anos, de ter escolas com horário duplo. Havia urgência em acabar com essa situação de contentorização de salas de aula», explicou.

«Felizmente, de uma shortlist de cinco escolas algarvias cuja construção será financiada pelos fundos comunitários, Olhão conseguiu ter duas», acrescentou António Pina. A comparticipação será de 60%, ou seja, de mais de um milhão de euros.

E a intervenção até já era para ter começado antes, mas, «por vissicitudes que nos são alheias, nomeadamente o facto do primeiro concurso ter ficado deserto e, depois, a demora no visto do Tribunal de Contas, atrasou um ano».

«Os alunos já não estão aqui desde o início do anterior ano letivo. Mas não foi possível começar antes. No primeiro concurso, com as reclamações do segundo, terceiro e quarto concorrentes, as propostas acabaram todas por ser anuladas. Foi necessário novo concurso. Estamos a falar de uma obra de de quase dois milhões de euros, que é um procedimento concursal complicado. Depois tivemos de aguardar pelo Tribunal de Contas e o empréstimo que tínhamos também teve de ser refeito, pois o prazo já tinha esgotado», enquadrou.

Enquanto a obra não estiver concluída, as crianças desta escola estão a ter aulas em contentores, na vizinha EB 2,3 Paula Nogueira, a sede do Agrupamento. E, apesar desta ser uma solução provisória, António Pina garante que os alunos têm «condições como em qualquer sala de aula nova, já que os contentores têm boa iluminação natural, conforto e climatização».

A obra deverá durar 18 meses, ou seja, ano e meio. «Esperamos ter a obra pronta em Março ou Abril de 2020. Mesmo com eventuais atrasos, em Setembro desse ano queremos ter as condições para a reabrir e ter as crianças de volta a este espaço fantástico.

A outra obra para a qual Olhão conseguiu financiamento comunitário é a «de requalificação da velhinha EB 2,3 Paula Nogueira». Neste caso, a obra custa 3,2 milhões de euros, 60% dos quais serão garantidos pela União Europeia.

«Estamos quase a terminar o projeto. Aqui, a dificuldade será lançar a requalificação da escola Paula Nogueira ao mesmo tempo que decorrem estas obras na nº5. Mas certamente todos compreenderão que tenhamos de passar por esse aperto – quer a comunidade escolar, quer os encarregados de educação -, porque se perdermos a oportunidade de fazer esta intervenção com um financiamento de 60%, ela nunca será feita», ilustrou António Pina.

Até final do mandato, o executivo camarário quer, ainda, requalificar «mais algumas escolas do Plano dos Centenários, com prioridade para a nº4, onde o espaço do refeitório tem muito poucas condições e a biblioteca é um espaço adaptado». António Pina conta ter o projeto de requalificação deste estabelecimento de ensino «concluído até final do ano».

«Já temos pronto o projeto de requalificação da escola de Quelfes e vamos iniciar os das escolas nº1 e de Brancanes. Ainda deveremos investir mais 2 milhões de euros no parque escolar, até final do mandato. A educação é uma grande prioridade», concluiu o presidente da Câmara de Olhão.

Fotos: Hugo Rodrigues|Sul Informação e Adilson Vicente|Câmara de Olhão

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