Caminhadas e artes dão as mãos na Mata Nacional de Barão de São João

O Walk&Art Fest é o novo festival de caminhadas do Algarve, que vai decorrer sempre no Outono e será complementar aos que já se fazem no Ameixial e em Alcoutim

Crédito: Depositphotos

Terá caminhadas, mas também muita arte – e por vezes, as duas coisas ao mesmo tempo. O festival de caminhadas Walk & Art Fest de Barão de São João vai ter a sua primeira edição entre os dias 1 e 4 de Novembro, nesta aldeia do concelho de Lagos e na Mata Nacional ali existente.  Além das riquezas naturais, o evento também irá dar a conhecer a muita arte que aí é criada.

O novo festival de caminhadas algarvio, uma iniciativa conjunta da associação Almargem e da Câmara de Lagos foi apresentado esta sexta-feira, no Centro Cultural de Barão de São João, que servirá de base ao evento.

A sessão serviu para levantar o véu sobre o festival, cuja realização foi anunciada, em primeira-mão, pelo Sul Informação. Esta iniciativa surgiu no âmbito da Algarve Walking Season, um projeto da cooperativa QRER [Projeto Querença], com o apoio da Região de Turismo do Algarve (RTA), que junta os três festivais de caminhadas do Algarve: o de Alcoutim, o do Ameixial e o do Barão de São João, criado este ano.

«O festival começa a 1 de Novembro, uma quinta-feira, e acaba no dia 4, domingo. Quisemos aproveitar o feriado e a possibilidade de algumas pessoas pedirem a sexta-feira de férias para cá vir», explicou ao Sul Informação Anabela Santos, da Almargem.

«Teremos 8 a 10 caminhadas por dia. As caminhadas serão variadas e orientadas a diferentes públicos, pois queremos chegar ao máximo de pessoas possível. Vamos ter caminhadas mais longas, outras mais curtas, iniciativas orientadas a famílias e caminhadas temáticas na área da geologia, arqueologia, botânica, património, birdwatching e muito mais», acrescentou.

As atividades previstas terão todas lugar na União de Freguesias de Bensafrim e Barão de São João, com especial destaque para a Mata Nacional  e para o Centro Cultural da aldeia lacobrigense que dá nome ao festival, situado à entrada deste espaço natural.

E não podia ser de outra forma, tendo em conta que a possibilidade de promover este património foi uma das razões que levou a Câmara de Lagos a associar-se ao evento «desde a primeira hora».

«Não podíamos dizer que não a este desafio, tendo em conta o nosso desejo de valorizar a Mata Nacional de Barão de São João e as suas particularidades. Não é por acaso que a presidente Joaquina Matos diz que esta é a nossa jóia da coroa», considerou Paulo Reis, vereador da Câmara de Lagos.

«Este território precisa de ser “pisado” e vivido. Quantas mais pessoas usufruírem deste espaço natural, menos probabilidades há de ocorrência de um sinistro», acrescentou o membro do executivo camarário lacobrigense, que tem a seu cargo a pasta da Proteção Civil.

Segundo Anabela Santos, «grande parte das atividades decorrerão dentro do perímetro florestal», algo que também é possível devido ao apoio do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, entidade que tutela a mata e que irá, inclusivamente, promover algumas ações.

 

Também em destaque, estará o Centro Cultural de Barão de São João, que «tem umas instalações ótimas» e deve ser, na visão da representante da Almargem, «o único do género, fora de uma cidade, com esta dimensão e categoria».

A dimensão do centro cultural está em linha com a quantidade de artistas que se concentram nesta pequena aldeia de Lagos. Daí o Art do nome Walk&Art.

«Conhecendo Barão de São João, foi muito fácil chegar a esta temática central. Costumo dizer que esta é uma terra de mentes brilhantes e de criadores natos. E havendo aqui este centro cultural, ainda foi mais fácil. O primeiro contacto que fizemos foi com o centro, porque achámos que a base tinha mesmo de ser aqui e era a forma de chegar aos artistas», explicou Anabela Santos.

«A verdade é que a abordagem aos artistas correu de forma espetacular. Logo na primeira reunião que tivemos com eles, percebemos que eles sentiam a necessidade de se ver e ao seu trabalho um pouco mais valorizados. E há aqui artistas com uma criatividade impressionante», acrescentou.

Também impressionante é o número de criadores locais que já aderiram ao evento. «Neste momento, temos já 17 artistas de áreas muito distintas que vão participar no festival».

«Vamos ter uma instalação artística, que ainda estamos a definir como será feita, mas que à partida será dentro da própria Mata Nacional, para que os visitantes, quando estiverem a usufruir deste espaço natural, percebam que há aqui em Barão de São João esta forte componente da arte», disse Anabela Santos.

Também será promovida uma exposição «dentro do próprio centro cultural, para as pessoas que aqui venham se sintam rodeadas de arte». E haverá workshops, alguns a ter lugar nos ateliers dos artistas, e pequenas caminhadas que envolvem uma atividade artística.

 

O evento também conta com a colaboração de muitas empresas da área do Turismo de Natureza. «Fizemos convites personalizados. Começámos pelas empresas aqui do concelho, que são apenas duas. Depois fizemos mais contactos, com temáticas que nos interessava ter no festival e todos disseram que sim, ninguém se recusou a participar de forma gratuita, e enviaram logo uma lista de atividades», contou a representante da Almargem.

É que, neste festival, «todas as atividades são gratuitas».

As incrições deverão arrancar na primeira semana de Outubro e poderão ser feitas através do site do evento, que já está online. «No início da próxima semana [a partir de segunda-feira] vamos começar a disponibilizar mais informação e, mais tarde, haverá um formulário online através do qual as pessoas se poderão inscrever», explicou Anabela Santos.

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