PS pergunta «qual é o medo» do PSD de uma auditoria às contas da Câmara de VRSA

O PS de Vila Real de Santo António (VRSA) quer saber «afinal qual é o medo» dos eleitos pelo PSD […]

O PS de Vila Real de Santo António (VRSA) quer saber «afinal qual é o medo» dos eleitos pelo PSD aos órgão autárquicos em relação à auditoria às contas das Câmaras que solicitaram. Os socialistas viram a Assembleia Municipal chumbar a sua proposta, numa votação em que valeu o voto de qualidade do social-democrata José Carlos Barros, o presidente deste órgão.

Uma situação contestada pelo PS, tendo em conta que o que estava em causa era «uma auditoria sobre um período em que o atual presidente da Assembleia era vice-presidente da Câmara». «É muito duvidoso que este pudesse votar, quanto mais utilizar o voto de qualidade para a impedir esta iniciativa, que não só vinha esclarecer todos os habitantes do concelho, mas também a opinião pública», acusaram os socialistas.

Na proposta que apresentou, o PS pedia uma auditoria às contas dos dois anteriores presidentes de Câmara, Luís Gomes, do PSD, e António Murta, do PS, motivada pela «difícil situação financeira que o município vive». A ideia era dar a conhecer aos vilarealenses «a realidade da situação económica e financeira do município e saberem como foi possível chegar-se a este ponto», algo que este chumbo «impediu».

Na semana passada, o PSD de VRSA tinha vindo a público acusar os socialistas de «uma tremenda falta de respeito pelas regras da democracia» ao pedir uma auditoria às contas da Câmara Municipal.

Isto porque, lembram, as contas são já auditadas por «entidades como o Tribunal de Contas, a Inspeção Geral de Finanças, a Inspeção Geral das Autarquias Locais, o Fundo de Apoio Municipal, o Programa de Apoio à Economia Local e os Revisores Oficiais de Contas».

Os social-democratas defendem que o PS «não sabe conviver com a verdade dos factos e não confia nem nas instituições que diariamente auditam as contas da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, nem em quem democraticamente escolheu o PSD para liderar e gerir a autarquia».

Já o PS diz que «não se compreende que o PSD utilize todos os estratagemas para impedir uma auditoria de gestão independente, e indispensável para tirar a câmara da situação de asfixia em que vive desde há alguns anos».

«Afinal qual é o medo! Afinal o que terá o PSD a esconder quando o próprio presidente da Assembleia Municipal se vê obrigado a utilizar o seu voto de qualidade para impedir a realização da auditoria?», questionam os socialistas.

«O PS desconhece as diferenças entre o que é uma auditoria às contas de gerência e uma auditoria de gestão, pelo que, ao sabor do vento, e tendo-se apercebido do seu erro, vem subitamente, e de forma dissimulada, tentar alterar o teor das suas propostas», acusou, ainda, o PSD.

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