Projeto transfronteiriço vai ajudar jovens empresas do agroalimentar a crescer

Ajudar as jovens empresas agroalimentares a definir modelos de negócios mais rentáveis é o grande objetivo do projeto “Prototyping AAA”, […]

Ajudar as jovens empresas agroalimentares a definir modelos de negócios mais rentáveis é o grande objetivo do projeto “Prototyping AAA”, que será implementado no Algarve, Alentejo e Andaluzia.

A primeira fase do projeto, que fez um diagnóstico do setor empresarial agroalimentar nas três regiões envolvidas, terminou no dia 4 de Julho, com um Focus Group realizado na Escola Superior de Gestão Hotelaria e Turismo (ESGHT) da Universidade do Algarve.

O evento contou com representantes de cerca de duas dezenas de entidades, públicas e privadas, portuguesas e andaluzas.

«A reunião, muito participada, procurou recolher sugestões e contributos dos participantes para ultrapassar constrangimentos e dificuldades comuns às três regiões e encontrar soluções para explorar o potencial e as oportunidades existentes», segundo o CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da Universidade do Algarve, um dos parceiros do projeto.

O “Prototyping AAA”, que será financiado em 75 por cento por Fundos da União Europeia, vai usar «metodologias inovadoras, como as empresas mãe e as fábricas brancas», para ajudar «os empreendedores e as empresas agroalimentares a definir modelos de negócio mais rentáveis, competitivos e sustentáveis».

«O projeto pretende ainda facilitar o arranque de novas empresas agroalimentares, tornando o processo mais rápido, reduzindo o risco associado a um novo investimento e fomentando a colaboração entre empresários para melhorar a competitividade empresarial e territorial da Euroregião Algarve-Alentejo-Andaluzia no seu todo», acrescentou o CRIA.

No Algarve, a fase de estudo, que terminou agora, focou-se nos recursos agroalimentares mais representativos da região, nomeadamente o azeite, a batata doce de Aljezur, os citrinos algarvios, as conservas de peixe, a doçaria regional (alfarroba, amêndoa e figo), os enchidos tradicionais, o sal e a flor de sal, o medronho do Algarve, o mel e os vinhos regionais.

Os responsáveis pelo diagnóstico perceberam que, no Algarve, há dificuldade em vender os produtos localmente, porque além de existir um índice elevado de exportação dos produtos (a granel), paralelamente existe um elevado índice de importação para satisfazer as necessidades do setor turístico.

«O setor agroalimentar está muito atomizado e torna-se necessário fomentar e promover o associativismo», resumiu o CRIA.

«Constatou-se que há uma renovação do tecido empresarial e que estão a surgir novos empreendedores, que conferem dinamismo ao setor, e que apostam na criação de novos produtos. Neste sentido, o objetivo do projeto “Prototyping” é contribuir para operar uma mudança significativa: deixar de vender matérias-primas e passar a vender produtos elaborados que permitam aumentar a rentabilidade do setor», concluiu a Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da Universidade do Algarve.

Este projeto é financiado através do programa de cooperação INTERREG V A Espanha Portugal (POCTEP).
A Universidade do Algarve, através do CRIA, a Fundación Andanatura para el Desarrollo Socioeconómico Sostenible (beneficiário principal), a COAG – Unión de Agricultores y Ganaderos de Andalucía, a ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo e o NERA- Associação Empresarial da Região do Algarve são os parceiros do “Prototyping AAA”.

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