Historiador marroquino lança livro sobre o Ribāt da Arrifana em Aljezur

Ruínas da ruínas da fortaleza-mosteiro fundada por Ibn-Qasî no século XII foram descobertas no início dos anos 2000

O livro «Aljezur e o Ribāt al-Rayhâna na história do Gharb al-Andalus», do historiador marroquino Ahmed Tahiri, vai ser lançado no próximo dia 4 de Agosto, às 15h00, na Junta de Freguesia de Aljezur, naquela vila da Costa Vicentina.

Trata-se de um edição bilingue, em português e árabe, num livro editado pela Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur.

Ahmed Tahiri é professor universitário catedrático nas Universidades de Hassan II de Mohammedia e Abdel Malik Essaaid, da cidade marroquina da Tetuão. É também presidente da Fundação al-Idrisi Hispano-Marroquina de Investigação Histórica, Arqueológica e Arquitetónica.

Segundo a Associação de Defesa do Património, a obra vem, «na perspetiva histórica de fontes árabes, praticamente desconhecidas, particularizar especificamente aspetos relacionados com Aljezur e o seu Ribāt da Arrifana,  integrando-os no contexto mais amplo do Gharb Al-Andalus». Trata-se, por isso, de «uma obra extraordinária que permite chegar à essência daquilo que são hoje as características culturais, territoriais e humanas desta região».

Os vestígios do Ribāt al-Rayhâna, ou Ribāt da Arrifana, situado no litoral do concelho de Aljezur, foram descobertos no início dos anos 2000 pelo casal de arqueólogos Mário e Rosa Varela Gomes, levados ao local por José Marreiros, então presidente da Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur.

Desde então, as ruínas da fortaleza-mosteiro fundada por Ibn-Qasî no século XII, têm vindo a ser alvo de escavações arqueológicas, mas ainda faltará escavar mais de metade da sua área total.

O Ribāt foi classificado como monumento nacional em 2013, mas os terrenos onde se situa continuam na posse de privados, o que tem inviabilizado a sua valorização e estudo aprofundado.

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