Dois canadairs, dois aviões ligeiros e três helicópteros ajudaram a controlar fogo na Serra de Monchique

O fogo na serra já está dominado, embora continuem no local muitos meios

Dois aviões Canadair, dois Fireboss, hidroaviões ligeiros de combate às chamas, e três helicópteros, dos quais um bombardeiro Kamov, ajudaram esta tarde a controlar fogo na Serra de Monchique, que foi declarado «em resolução» pelas 18h15.

Os dois Canadairs, que tinham sido acionados por volta das 16h30, até chegaram à serra pelas 18h35, já depois de, no site da Autoridade Nacional da Proteção Civil ter sido anunciado que o incêndio estava controlado.

Rui André, presidente da Câmara de Monchique, disse ao Sul Informação que, «como havia algumas casas perto do local onde o fogo começou, na Portela do Vento, foram logo colocados carros de bombeiros lá ao pé, para o que desse e viesse».

«Como Monchique é uma zona prioritária, foram logo definidas algumas ações, caso fosse necessário deslocar pessoas, mas não chegou a ser necessário. Foram alocados de início muitos meios para combater este fogo, que acabou por ficar circunscrito ao flanco de uma encosta», acrescentou o autarca, que está a acompanhar as ações no local.

Rui André acrescentou que os dois aviões Canadair, que vieram para o Algarve a partir da base de Seia, «fizeram uma descarga cada um» e deverão agora regressar à base. Mas enquanto houver luz, e para garantir o rescaldo, pelo menos os três helicópteros vão continuar a sua ação.

Também estão agora a entrar em ação quatro máquinas de rastos, que «vão fazer o perímetro todo», para «consolidar o rescaldo e evitar reacendimentos».

O incêndio deflagrou pelas 15h31, no sítio da Portela do Vento, cerca de cinco quilómetros a Norte da vila de Monchique, e junto à estrada EN266, que liga a Sabóia.

Segundo o site do Prociv, ainda se mantêm no local 182 operacionais, apoiados por 53 viaturas, bem como sete meios aéreos. No entanto, o presidente da Câmara de Monchique disse ao nosso jornal que alguns dos bombeiros que tinham sido mobilizados «não chegaram aqui, porque, felizmente, já não são necessários e alguns meios foram dispensados».

O fogo, numa zona de mato e eucaliptos, deflagrou pelas 15h31, tendo progredido rapidamente devido ao forte vento que sopra na serra. «O sítio chama-se Portela do Vento porque lá faz mesmo muito vento», explicou Rui André. «Se na vila está pouco vento, lá está sempre muito».

 

Fotos: Nelson Inácio | Sul Informação

 

 

Comentários

pub
pub