Peça de teatro leva uma Europa em crise a Portimão

Uma Europa em crise é o tema central da peça “Sweet Home Europa”, da autoria do dramaturgo italiano Davide Carnevali, […]

Foto: Filipe Ferreira

Uma Europa em crise é o tema central da peça “Sweet Home Europa”, da autoria do dramaturgo italiano Davide Carnevali, sobe ao palco do Teatro Municipal de Portimão (TEMPO) este sábado, 30 de Junho, às 21h30, no âmbito da Rede Eunice.

Depois de “Lear”, de William Shakespeare, e “Montanha-Russa”, de Inês Barahona e Miguel Fragata, o Teatro Nacional D. Maria II leva a peça “Sweet Home Europa” a Portimão.

Este é «um texto que descreve o extremo em que a Europa se encontra, o crepúsculo, talvez o sítio de onde podemos ver melhor de onde vimos e para onde estamos a ir, numa visão cáustica do sonho Europeu», diz o TEMPO.

O texto, que tem acumulado prémios e tem sido encenado por toda a Europa, estreou em Lisboa em Março, no Teatro Nacional D. Maria II, numa encenação de João Pedro Mamede, que é também ator na peça, na companhia de Isabel Costa, João Vicente e Daniel Bernardes (na música), «desdobrando-se em personagens que simbolizam países desavindos da Europa, a provar que o sonho da união está longe de se cumprir».

Um homem recebe em sua casa um outro homem para um jantar de negócios: um convite feito como prova de respeito e de confiança. Apresenta-lhe o seu jardim. Apresenta-lhe o seu plano do projeto que tirará proveito dos recursos naturais do país de onde vem o outro homem. Apresenta-lhe a sua mulher. Se o outro homem assinar o acordo que ele propõe, a guerra no seu país termina e o projeto é levado para a frente. Apertam as mãos. As possibilidade de se encontrarem são múltiplas e a história destas três pessoas é permanentemente reconfigurada, para desmistificar o sonho europeu e dar lugar permanente à tensão do diálogo entre os povos: o destino de uma civilização assente na questão da integração e da aceitação do outro.

As regras de conversação são alteradas num constante exercício de diplomacia e cada ação provoca uma implicação direta no equilíbrio geral das coisas. O abismo da relação entre dois seres humanos é a fronteira entre os países.

«Nesta fábula, o amor é o ato político que calibra o bem-estar económico da comunidade; cada indivíduo, a memória de um povo; o capital, o prato na mesa».

Segundo o autor do texto, David Carnevali, «aquilo que aqui acontece, passa-se no mesmo país ou em períodos diferentes. Ou mesmo em diferentes países, no mesmo período. No fundo, pouco importa onde e quando acontece. E por isso é inútil estabelecer uma tipologia ou uma cronologia dos acontecimentos. De qualquer maneira, a história universal tende a repetir-se. Sobrepõem-se histórias pessoais, que se perpetuam de geração em geração. Para sempre. Até ao seu desaparecimento».

Os bilhetes para este que será o último espectáculo da temporada 2017/2018 apresentado no âmbito da Rede Eunice, projeto de difusão de espetáculos produzidos e coproduzidos pelo Teatro Nacional D. Maria II, custam entre 7,50 euros e 10 euros.

Pode comprar bilhetes aqui ou na bilheteira do TEMPO até sexta-feira, das 13h30 às 18h00, e no sábado até à hora do espetáculo.

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