Faculdade de Medicina da Universidade do Algarve pode “nascer” no próximo ano

A Faculdade de Medicina da Universidade do Algarve pode começar a nascer no próximo ano. Quem o admitiu foi o […]

A Faculdade de Medicina da Universidade do Algarve pode começar a nascer no próximo ano. Quem o admitiu foi o reitor Paulo Águas, na primeira entrevista de fundo que deu, precisamente hoje, dia em que que assinala seis meses sobre a sua tomada de posse.

Em entrevista ao programa «Impressões», dinamizado pelo Sul Informação e Rádio Universitária do Algarve (RUA), Paulo Águas salientou que a Faculdade de Medicina estava no seu «plano de candidatura» e no «plano estratégico», e que irá «dar maior autonomia à área» da Saúde e da Medicina na Universidade do Algarve.

O processo deverá começar a ser concretizado «no próximo ano», após a «alteração estatutária» da UAlg, «para incluir a Faculdade de Medicina».

Mas esta não será a única novidade da Universidade do Algarve nos tempos mais próximos: a Escola Superior de Saúde (ESS), que hoje se situa no chamado Campus da Saúde, à entrada de Faro, junto ao Teatro das Figuras, vai mudar-se «no próximo ano» para o Campus de Gambelas.

O reitor Paulo Águas salientou que não há «capacidade para ter a ESS toda no Campus de Saúde», daí a necessidade de mudar de instalações para Gambelas. Esta mudança dá-se num âmbito de uma profunda «reafetação de espaços» que está em curso no UAlg e que conta com «a colaboração de todas as Unidades Orgânicas» e a «compreensão» da ESS.

«A manutenção da situação atual iria sempre conduzir à degradação da situação da Escola Superior de Saúde», garantiu o reitor, na sua entrevista às jornalistas Elisabete Rodrigues e Fúlvia Almeida. «O despacho reitoral está feito», acrescentou.

E o que vai acontecer nas atuais instalações da Escola Superior de Saúde? «Há intenção de transferir o curso de Artes Visuais para o [atual] Campus de Saúde», anunciou Paulo Águas.

Também haverá «alguma reafetação de espaços no Campus da Penha».

Desde que o CHA é CHUA, ou seja, desde que o Centro Hospitalar do Algarve se tornou Centro Hospitalar Universitário do Algarve, qual o papel da universidade nesse processo e o que tem isso trazido de positivo à UAlg?

Para já, respondeu o reitor, foi criada uma estrutura informal, o Algarve Biomedical Center (ABC), um centro académico para, no fundo, promover o «casamento» entre o CHUA e a Universidade do Algarve.

Mas esta relação será agora reforçada. O reitor Paulo Águas anunciou que, «nos próximos dias, será constituída uma associação, a Associação de Desenvolvimento do ABC, para que o ABC possa desenvolver a sua atividade» de modo mais formal, nomeadamente na «formação médica», na «cooperação com o CHUA» e até para «atrair mais médicos para a região, em particular mais médicos com doutoramento».

 

A entrevista na íntegra vai hoje para o ar, pelas 19h00, na Rádio Universitária do Algarve, que pode ser ouvida clicando aqui.

 

 

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