Alunas de Odemira premiadas no 26º Concurso para Jovens Cientistas e 12ª Mostra Nacional de Ciência

As jovens Patrícia Silva, Sophie Lenehan e Inês Oliveira, alunas da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, de Odemira, receberam […]

As jovens Patrícia Silva, Sophie Lenehan e Inês Oliveira, alunas da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, de Odemira, receberam dois importantes prémios no 26º Concurso para Jovens Cientistas e 12ª Mostra Nacional de Ciência.

As jovens conquistaram o prémio LIPOR, atribuído ao melhor trabalho na área do ambiente, e a participação na Feira INTEL ISEF, que decorrerá na cidade de Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos da América.

As alunas de Odemira participaram com o projeto “Tenebrio molitor como biorreator para degradação de polímeros sintéticos”, pretendendo contribuir para a possível utilização de larvas do inseto Tenebrio molitor (tenébrio) na reciclagem de resíduos de poliestireno a nível industrial.

Participaram também na Mostra de Ciência (sendo, portanto, selecionados entre os 100 melhores projetos a nível nacional), os alunos Alexandre Reis, Markus Lenehan e Tiago Gamito, da mesma Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, de Odemira, com o projeto “Controlo biológico da infestante agrícola Cyperus rotundus”.

O 26º Concurso para Jovens Cientistas e 12ª Mostra Nacional de Ciência decorreram entre os dias 31 de Maio e 2 de Junho, na Alfândega do Porto, numa iniciativa organizada pela Fundação da Juventude com a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e a Câmara Municipal do Porto.

A Mostra envolveu 265 jovens, coordenados por 64 professores, de 41 estabelecimentos de ensino, que deram a conhecer os seus projetos aos visitantes e a um júri especializado que os irá avaliar.

Bioeconomia, Biologia, Ciências da Terra, Ciências do Ambiente, Ciências Médicas, Ciências Sociais, Economia, Engenharias, Física, Informática e Ciências da Computação, Matemática e Química foram as categorias dos 100 melhores projetos em exibição.

 

Projeto “Tenebrio molitor como biorreator para degradação de polímeros sintéticos”

Polímeros sintéticos, como o poliestireno (PS), conhecido como esferovite, constituem um grave problema de poluição ambiental. Estudos científicos recentes provam que larvas do inseto Tenebrio molitor (tenébrio) são capazes de biodegradar PS através de bactérias existentes no seu sistema digestivo.

Este estudo teve como objetivo encontrar as condições ótimas para a degradação de PS por essas larvas.

“Investigámos três populações de Tenebrio molitor (de diferentes locais) e verificámos que possuem diferente eficiência na biotransformação de PS”, explicam os autores do estudo.

“Tentámos enriquecer a microbiota intestinal das larvas com biofilmes existentes em PS em decomposição na natureza, mas esse procedimento não teve impacto na eficiência da biodegradação de PS. Colocámos a hipótese de as dimensões de PS influenciarem a taxa de degradação pelas larvas, porém concluímos que as larvas consomem o esferovite com a mesma eficiência, qualquer que seja a dimensão dos resíduos”, acrescentam.

“Continuamos a investigar os fatores que podem afetar a eficiência do tenébrio como biorreator para o esferovite, para que, no futuro, elas sejam utilizadas a nível industrial, em estações de reciclagem de resíduos”, concluem.

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