Loulé investe 80 milhões até 2020 e quer «cooperação intermunicipal» com Faro, Olhão e São Brás

80 milhões de investimento até 2020 e a necessidade de uma «cooperação intermunicipal» com Faro, Olhão e São Brás de […]

Foto: Fabiana Saboya | Sul Informação

80 milhões de investimento até 2020 e a necessidade de uma «cooperação intermunicipal» com Faro, Olhão e São Brás de Alportel para «afirmar a competitividade do Algarve». Estes foram dois temas abordados por Vítor Aleixo, presidente da Câmara de Loulé, no discurso do Dia do Município, na passada quinta-feira, 11 de Maio. 

O edil louletano deixou a sua visão sobre a «necessidade de uma cooperação intermunicipal» que envolva os concelhos da zona central do Algarve – Loulé, Faro, Olhão e S. Brás de Alportel – como o «único caminho para a afirmação e capacitação competitiva da região».

Segundo o autarca louletano, é necessário contrariar «as lógicas de pequena escala» e a «competição redutora que a todos enfraquece» e apostar no esforço conjunto deste aglomerado urbano «com densidade crítica suficiente para ser competitivo à escala nacional».

Este será o caminho não só para atrair investimento privado mas também para «reclamar a alocação de investimento público por parte da Administração Central» numa região que tem um peso bastante significativo no PIB nacional.

São três as reivindicações que Vítor Aleixo considera serem fundamentais para o desenvolvimento regional: a construção «célere» do Hospital Central do Algarve, a «redução significativa» do preço das portagens na Via do Infante e a «travagem» da prospeção e exploração de petróleo.

Um dos exemplos dessa cooperação deverá ser o envolvimento de todos para alavancar a candidatura de Faro a Capital Europeia da Cultura em 2017. Nesse sentido, o autarca de Loulé disponibilizou-se a oferecer ao município vizinho «recursos humanos, patrimoniais e históricos» para consubstanciar essa mesma candidatura.

Já no que diz respeito ao concelho de Loulé, o líder do executivo municipal sublinhou também os principais desafios para o presente mandato. Desde logo a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), mas também uma aposta no acesso à habitação, uma matéria que constitui um dos maiores problemas económicos e sociais e que atinge também os principais polos urbanos do concelho.

Em conformidade com as ações que estão a ser desenvolvidas pelo Governo, dentro de sete ou oito meses, a autarquia irá apresentar publicamente «um ambicioso programa de médio longo prazo para resolver este problema».

Vítor Aleixo anunciou que, «durante a vigência deste mandato», decorrerão os primeiros realojamentos em regime de renda apoiada ou acessível.

Numa altura em que o valor do investimento municipal atinge já os 27 milhões de euros, o presidente da Câmara Municipal de Loulé sublinhou que as previsões apontam para que, até 2020, esse montante possa atingir os 80 milhões de euros.

No que diz respeito aos novos equipamentos que estão a ser criados no concelho, Vítor Aleixo frisou a «forte ação de solidariedade generosa» com toda a região uma vez que parte desse investimento irá beneficiar todo o Algarve, como é o caso da BAL – Base de Apoio Logístico, em Quarteira, CDOS – Centro Distrital de Operações de Socorro da Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Loulé, dois equipamentos em fase de construção, mas também a abertura, em Setembro, da primeira escola pública do ensino especializado da Música a Sul de Lisboa que ficará instalada no Solar da Música Nova, com capacidade para receber mais de 400 alunos distribuídos por 11 turmas, do 5º ao 12º ano. 

Também no concelho serão as instalações regionais do INEM e do CODU – Centro de Orientação de Doentes Urgentes, ao abrigo de contrato celebrado entre o Município e este instituto, e uma nova Unidade de Saúde Familiar e outras valências do Serviço Nacional de Saúde, num investimento de 4,5 milhões de euros no local onde se situa o Centro de Saúde de Loulé.

Se no primeiro mandato a grande aposta do atual executivo municipal de Loulé foi a área social, nomeadamente com a criação do Regulamento Loulé Solidário, as Férias para Todos, a oferta de manuais escolares, as políticas de apoio à integração de migrantes ou a promoção do envelhecimento ativo, o «paradigma de gestão autárquica» a partir de agora será outro.

Assim, de entre as questões que estão agora na agenda do Município, Vítor Aleixo referiu a sustentabilidade ambiental e económica, com destaque para o forte empenho na Estratégia Local de Adaptação às Alterações Climáticas, a promoção vigorosa do acesso à criação e fruição dos bens culturais, que vê o seu ponto alto na Exposição dedicada a Loulé patente ao público no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, até ao final o ano, a qualificação do espaço público citadino, a aposta numa economia que assenta no conhecimento e na tecnologia e o combate à desertificação do interior.

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