Greve do pessoal não docente fechou «praticamente todas as escolas do Algarve»

A greve de pessoal não docente das escolas públicas fechou ou deixou sem possibilidade de realizar atividades letivas «praticamente todas […]

A greve de pessoal não docente das escolas públicas fechou ou deixou sem possibilidade de realizar atividades letivas «praticamente todas as escolas de todos os concelhos do Algarve», garantiu ao Sul Informação Rosa Franco, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e das Regiões Autónomas.

A «forte adesão» foi especialmente sentida em Olhão, onde «todas as escolas estão encerradas», em Portimão, «onde só abriu uma escola, mas sem atividades», e em VRSA, «onde fecharam todas as escolas e apenas funcionam alguns jardins-de-infância, com os educadores lá, mas sem atividades letivas».

«Mesmo aquelas que abriram de manhã, deverão ter de fechar agora à tarde, pois ou não têm a cozinha a funcionar ou não há pessoal suficiente para servir os almoços», acrescentou Rosa Franco.

O impacto desta greve «espelha bem o sentimento de revolta dos trabalhadores», defendeu Rosa Franco. «Não há resposta por parte do ministério para que se iniciem as negociações e também a falta de pessoal que existe nas escolas, que é um dos grandes motivos para este protesto».

Por ciclos de ensino, a adesão foi mais expressiva nas escolas primárias e EB 2,3. «A larga maioria das escolas que estão abertas, neste momento, são secundárias. Isto demonstra as dificuldades que os colegas sentem e a falta de respeito que estão a ter para com eles. O facto de não contratarem mais gente obriga-os a ser cinco ou seis funcionários num só, na maioria dos dias», concluiu Rosa Franco.

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