Furo ao largo de Aljezur sem Avaliação de Impacte é decisão «incompreensível» da APA

A decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de dispensar a Avaliação de Impacte Ambiental para o furo de prospeção […]

Jorge Botelho, presidente da AMAL – Foto: Gonçalo Dourado| Sul Informação

A decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de dispensar a Avaliação de Impacte Ambiental para o furo de prospeção de petróleo ao largo de Aljezur é «incompreensível» para os municípios algarvios.

Jorge Botelho, presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), em declarações ao Sul Informação, mostrou-se surpreso com a decisão da APA. «Como é que uma agência de Ambiente, portuguesa, acha que não é necessário conhecer os impactos ambientais de um furo antes de ele acontecer? Isto é incompreensível para nós», disse.

Para Jorge Botelho, o que a APA veio depois dizer, «que se passasse à fase de exploração, é que seria feita uma Avaliação de Impacte Ambiental» é, para o autarca, «uma forma de reação antecipada às reações que os municípios irão ter e que toda a gente está já a ter».

O presidente da AMAL acrescenta que, «a haver furo, que é uma realidade que somos contra e não que queremos que aconteça, ao menos que se avaliasse tecnicamente e de forma científica as implicações desse furo. A agência do Ambiente, portuguesa, disse que não era necessário… Lamentamos e achamos que é uma decisão contrária àquilo que deveria ser feito pela APA», concluiu.

A decisão da Agência Portuguesa do Ambiente já mereceu críticas de partidos políticos, como o PS e o PSD, da Região de Turismo do Algarve, ou da Plataforma Algarve Livre de Petróleo.

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