Exercício do Direito de Resposta do ICNF

Em relação a este parágrafo da reportagem Pauline Yang: Festival Terras sem Sombra «é algo que nunca esquecerei», publicada pelo […]

Em relação a este parágrafo da reportagem Pauline Yang: Festival Terras sem Sombra «é algo que nunca esquecerei», publicada pelo Sul Informação no passado dia 1 de Maio,

José António Falcão, por seu lado, recorda que a falta de apoio não parte só dos privados. O Estado também não se tem portado bem, de tal forma que este ano, pela primeira vez, o festival não conta com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). Porquê? «Porque quando lhes fomos apresentar a nova edição o ICNF apresentou-nos um plano de negócios, queriam ganhar dinheiro com isto», revela, frontal, o diretor-geral do Terras sem Sombra. «Nós respondemos: se nós não cobramos nada às pessoas, se todos dão um pouco de si para que isto se faça, não podemos estar a pagar ao ICNF»”.

Recebemos, do Conselho Diretivo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o seguinte esclarecimento, invocando o «exercício do direito de resposta»:

«Na sequência da publicação de 01/5/2018, exerce o ICNF o direito de resposta referente ao artigo “Pauline Yang: Festival Terras sem Sombra «é algo que nunca esquecerei»”.

No âmbito do protocolo entre o ICNF e o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, de 11/01/2011, desenvolveram-se diversas ações de biodiversidade, envolvendo edições do Festival nos anos de 2011 a 2017, com mais de 50 iniciativas relativas à biodiversidade associadas aos locais dos concertos, incluindo grande variedade de temas tanto à população local como ao público que acompanha o festival, nomeadamente no âmbito da ecologia, biologia, paisagem e biodiversidade, sempre sem fins lucrativos.

Extinto pelo Bispo de Beja, em 20/04/2017, o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, o protocolo deixou de vigorar.

Em reunião de 31/10/2017, foi manifestado pelo ICNF interesse e disponibilidade em continuar a apoiar a organização do programa de biodiversidade do festival, na condição da Direção designar um coordenador para a biodiversidade, articulando com o ICNF o programa e o conjunto de ações a desenvolver em cada ano, permitindo assim ao ICNF racionalizar os recursos que tem vindo a alocar para o programa de biodiversidade, estendendo a sua colaboração a outras iniciativas da sociedade civil em curso no território.

Não entendeu, porém, a Direção do Festival prosseguir a dignificação da temática da biodiversidade nestes moldes, não sendo possível chegar a acordo para a elaboração de novo protocolo.

Assim, a falta de apoio do ICNF ao festival deste ano é unicamente imputada à Direção do Festival, dado que o ICNF, a exemplo dos anos anteriores e mesmo na ausência de protocolo, manifestou total disponibilidade para este último evento, nunca tendo proposto qualquer plano de negócios, afirmação que veementemente se refuta.

Com os melhores cumprimentos,

A Vogal do Conselho Diretivo

Sofia Castel-Branco da Silveira»

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